sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dois patinhos na lagoa.

Ai, ai... É verdade. Até aniversário eu estou comemorando com vocês já! Estou tão feliz por termos conseguido chegar até hoje e por virar o ano no isadorismos! Muito feliz mesmo!

Muita gente que me acessa não deve saber que hoje, eu, capricorniana, assoprei 22 velinhas às 14h38. É bem verdade que o assopro foi fictício, pois não suporto cantar parabéns e só fiz partir o bolo mesmo.

Eu pensei em muita coisa para escrever, mas resolvi que não há muito o que falar. Sou eu ficando mais velha, sem muitas reflexões, papo cabeça ou conselhos para dar. No fim do dia, na minha cama, deitada com o peso do meu corpo sobre a minha intenção de crescer, vou trocar uma ideia com minha retrospectiva e balancear minhas escolhas, separando o que fica em 2011 e o que entra em 2012. 

E olhe bem... Não há segredo ou sensações estranhas. Ainda me sinto com 21, ou melhor, não me sinto com idade alguma, pois o corpo já não é o mesmo, em contradição com velhos hábitos que continuam intactos, em relação com a cabeça que não sabe nunca o que quer. Não sei onde habita minha idade. Tenho várias! Acho que hoje tenho uns 38 anos. É assim que me sinto.

Só quero que Deus me dê coragem para enfrentar e assumir minhas vontades. Que eu não sucumba no medo de me transformar, que eu ature melhor os defeitos dos outros e os meus também, que eu assuma a linha de frente dos meus sonhos e que eu perca o receio de deixar algumas coisas irem e outras tantas voltarem ou chegarem. Quero ser, cada vez mais, como eu quero!

Um feliz 2012, muito amor, serenidade, coragem e perseverança. 

Cheirinho :*




Esmalte da semana!

Olha eu combinando com a unha! Mas devo enfatizar que há um ar de decepção nas fotos que só as esmaltólatras viciadas vão entender!

Primeiro desastre: Minhas unhas que estavam ENORMES E PODEROSAS foram cortadas abruptamente por conta de um acidente na porta do meu carro que quebrou uma delas na carne. Santo God.

Segundo desastre: Escolhi um esmalte BAPHO holográfico, queridinho das meninas, num dia nublado. Resultado: bufa fria total

Luz natural - Ele fica sem graça
Próxima a luz do "sol" num dia nublado
Luz do "sol"
As meninas que já usaram o MIRANDA da Rivka sabem que a potência dele é mil vezes maior que essa e que ele só mostra sua soberania no sol forte.  Na sombra, como vocês viram na primeira foto, ele é um prata simples. Por isso a minha indignação com o tempo de Salvador que não permitiu que víssemos o holográfico LINDO que esse esmalte tem. 

Para quem não conhece, não faz mal. Ele fica assim ó:

Foto do www.coresdeesmaltes.com.br 
Abaleixon, não é?

2 camadas de Miranda, da RIVKA.



Roubo nas alturas

Mais um filme DE FUDIEURISKIS! 




Com uma tradução bizarrenta, o ROUBO NAS ALTURAS é um dos melhores filmes de comédia do ano, para mim!

O elenco é de ouro! Conta com Ben Stiller, Eddie Murphy e outros nomes de peso como Gabourey Sidibe do filmaço PRECIOSA (Outro filme maravilhoso, baseado em fatos reais, que conta a história de Preciosa, uma jovem torturada pela vida. Vale MUITO a pena assistir e comprar o livro!).



A história gira em torno da descoberta de uma fraude instalada num dos hotéis mais caros de Nova York que resulta no roubo do dinheiro de todos os funcionários desse edifício. Revoltado com a situação, pois foi o primeiro a confiar no descarado do cara que roubou todo mundo, Josh, personagem de Stiller, resolve se vingar e monta uma gangue com outros funcionários.



Como não têm nenhuma experiência com o crime, contratam um bandido com diploma, personagem de Eddie Murphy, e iniciam uma aventura HILÁRIA para tentar reaver todo o prejuízo.




Vocês não têm noção do que esses caras passam! Não sei nem descrever o quanto eu ri com esse filme e olhe que faz tempo que eu não dou umas boas gargalhadas no cinema!

O filme é super light, com faixa etária para 10 anos e corresponde mesmo. Não vi nenhuma divulgação sobre ele na televisão ou em sites, muito menos dados sobre sua bilheteria no exterior. É um filme marcante? Não. Mas é muito engraçado e vai aliviar sua tarde ou ida ao shopping nessa loucura de fim/início de ano!

Lá vai o trailer:




sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Esse post é muito especial para mim. Já são mais de 9 meses escrevendo por aqui. É quase um filho recém-nascido que me dá muito carinho quando eu preciso e serve de ombro amigo quando eu preciso ainda mais. 

Já são mais de 11.000 visitas e muitos posts escritos com cuidado e zelo para só vir coisa boa para quem me dá um pouquinho de atenção nesse cantinho que é só nosso.

Quem acompanha desde o início sabe que esse blog nasceu depois da tragédia de Realengo, em meio a tanta falta de amor, de compreensão e de suporte. Eu quis, de algum modo, propiciar uma válvula de escape, um blog diferente, de linguagem leve e que fizesse rir. Espero ter conseguido!

Eu, Isadora, desejo a você que estão me lendo agora um Natal em família. E família, para mim, tem diversas formações. Escolha a sua e seja feliz hoje. Desligue celular, computador e ligue a mente ao seu redor. Seja você, seja sincero, puro, seja bom para o seu coração e corpo.

Não esqueça que nós somos os nossos melhores amigos e que se não conseguirmos nos bastar há algo errado. É sempre bom ter pessoas ao redor, mas ficar sozinho não pode te incomodar, pois você estará com aquele que te acompanhará até o último minuto. Por isso, se reúna, mas lembre-se de você ao longo da noite. 

Reveja suas escolhas, repense suas atitudes. Está tudo bem? Há algo para ser dito? Sente falta daquilo? Quer falar? Essa é a hora. Aproveite antes que o relógio acelerado da vida real te engula e faça com que você não veja passar momentos tão importantes de reflexão como esse.

Um Feliz Natal para vocês, isadoristas, que continuem comigo nos próximos dias, meses, anos! Vamos ficar juntos, pois, assim, somos melhores. E vamos ficar sós, também, pois somos muito fortes!

Aos meus amigos mais queridos, amo vocês e estarei com todos aqui dentro. Uma noite linda para suas famílias, denguinho, denguinho, denguinho!! 

Hoje eu estarei muito feliz, mais do que estou agora! Estou muito agradecida por tudo! Pela vida que tenho, por aqueles que a cruzam. Eu sou abençoada que eu sei! Minha aura brilha e meu coração é de ouro! Eu posso e sou tudo aquilo que me permito. Sou grande Naquele que me fortalece!

Uma noite cheia de luz e bênção! Muito amor, celebração, Jesus Cristo, compaixão e proximidade! 

Um cheiro!  

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Esmalte da semana!

Hoje a unha da semana é super especial!!! Na verdade, é a unha do Kiketes Show!!! Vamos ver??

Luz natural

Luz natural
Luz natural
Essa foi a unha que dançamos ontem no espetáculo do Kiketes Show e que dançaremos hoje também!!

O que usamos??

2 camadas de SEXY - Sabrina Sato
1 camada de DISCO BALL - Impala

Essa ainda não é a minha unha natalina, mas ficou linda também, não é? Para quem não foi ontem, um gostinho do que foi:



A segunda e última noite do Kiketes é hoje, em frente ao cruzeiro São Francisco, ao lado do restaurante Coliseu. A apresentação é gratuita! Chegue cedo e garanta o seu lugar!!


Intolerância.

*Pitaco isadorista no blog de Junio. Visitem!! 

Quando Junio me pediu para falar sobre intolerância nos dias de hoje, me peguei vasculhando minha memória no intuito de achar qual ponto do discurso cotidiano apresentava mais intolerância.

Há aspectos da nossa vida que são velhos conhecidos. A intolerância religiosa povoa qualquer ambiente. São católicos e cristãos fervorosos que pregam o fim do candomblé. São umbandistas que riem da fé cega dos evangélicos. Espíritas que são vistos como caçadores de fantasmas e wiccanos que nunca foram e, pelo visto, nunca serão levados a sério. Da mesma forma, há espíritas que desconsideram a importância dos cultos de natureza que os wiccanos promovem e evangélicos que não suportam as ideias budistas, além das religiões afro-brasileiras que são resumidas a macumbas e, ao mesmo tempo, consideram ignorantes aqueles que não compartilham suas crenças.

A intolerância étnica é outra velha amiga. São brancos que não querem se misturar. Negros que se apóiam na luta social para, de um modo equivocado, aplicar uma soberania de cor que tenta colocar todos os brancos, mestiços, pardos ou quem quer que não seja negro em um patamar de pouco envolvimento com a causa. Há nós, todos reunidos no carnaval, cantando de maneira irresponsável a marchinha O teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor. Mas como a cor não pega, mulata, mulata eu quero o teu amor.” sem sequer se dar conta das palavras proferidas. Há negros sendo humilhados e brancos sendo igualmente discriminados. Há índios que perdem espaço e nordestinos colocados na fogueira. Não há mais regra, ora só. São todos contra todos.

Depois de muito pensar, cheguei a uma conclusão. Taí! A intolerância é um sentimento muito mais humano do que eu poderia imaginar. Pois enquanto há alguém do outro lado da tela concordando com o que eu digo, esse mesmo alguém está, junto a mim, sendo intolerante também. Sou extremamente intolerante a pessoas intolerantes. E preciso admitir que na nossa sociedade a intolerância não é um monstro, posto que há intolerâncias permitidas, quiçá admiradas.

Será que o grande lance é o aumento ou a diminuição da intolerância nos dias atuais? Aliás, há sociedade sem intolerância? Bom, eu acredito que não. Eu sou extremamente intolerante com pessoas infantis. Sou intolerante com preguiça, pessoas lentas e gente que não liga para sujeira. Portanto, como me colocar numa posição de dona da palavra em uma discussão sobre intolerância, posto que eu seja uma detentora de tais modos terríveis? Já que nunca foi aceito que alguém que fale sobre preconceito, seja, em seu discurso, o que pratica e, sim, o que defende. Como se o preconceito só existisse na esfera das intolerâncias do senso-comum, por exemplo. Há, inclusive, uma campanha para que os “sem-noção” que escutam música em seus celulares comprem fones de ouvido para não incomodar os demais passageiros da condução. Não estaria aí uma intolerância? Ou você já viu alguém que goste de sertanejo reclamar pois alguém está ouvindo sertanejo ao lado?

Então, acompanhe o meu raciocínio. Há intolerâncias que são socialmente aceitas e, evoluindo para esse nível, são chamadas carinhosamente de boas condutas, de exemplos ou, quem sabe, de ideologias. As que não passam pela peneira do socialmente aceito, as “feias”, as que nós temos quando ninguém está olhando, são chamadas de preconceito, de discriminação.

Na verdade, feio mesmo não é você ser intolerante. Feio mesmo é você praticar sua intolerância na frente de falsos-tolerantes que não suportam ver alguém que age como si mesmo em situações tão públicas. Quantas vezes você já ouviu “tudo bem não se interessar por negros, mas não precisa ficar falando isso abertamente”. Bom, por que não? O problema tem o mesmo tamanho quando um homem diz que prefere loiras? A vergonha é de quem?

Acho, com tudo isso, que a intolerância não é o grande problema da modernidade. Pra mim, o grande problema é a hipocrisia. É possível, sim, só se identificar com o candomblé e não concordar com o que os católicos pregam. Mas é preciso assumir isso sem ferir ninguém. É possível, sim, ter preferência por ruivas ou gordinhos, mas é preciso achar uma forma de curtir esse prazer sem subestimar as outras opções. É só uma questão de não gosto, de não curto. E não de colocar os diferentes na forca.

Eu sei que a intolerância a que Junio se referia era a intolerância mais cruel, a que machuca, mas foi inevitável fazer esse raciocínio. Acho que o primeiro passo para a cura é nos apossar das nossas intolerâncias e assumi-las para, no claro, remediá-las.

Ass: Isadora, a intolerante.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Assim assado.

Sabe aquele dia em que o céu, mesmo azul, parece cinza? Aquele dia que você não aceita o que há, o que houve, muito menos o que haverá? Que você está meio assim assado? É justamente nesse dia que os outros também não te aceitam e tudo vira uma bagunça.

São esses dias que criam nossas inseguranças. São eles, também, que criam nossos medos. E é neles, normalmente, que fraquejamos e desistimos de sermos nós. Aí choramos, né? A gente sempre chora muito. E a gente sabe por que está chorando? Quase nunca. Ou até sabe, mas sempre fica a sensação de não ser só isso. 

Para mim, nesses dias, nesse choro, nessa falha é que conseguimos desmistificar nossa armadura. Na tentativa pífia, irracional de nos protegermos o tempo inteiro dos outros e de nós mesmos, nessa hora o motor desliga, o zíper se abre e saímos do nosso corpo de costas, deixando só a carcaça e o fim.

É assim que a realidade cruel do sentimentos mais mundanos nos quer ver. Fracas e desmerecidas. Fracas por achar que não aguentamos mais uma porrada. Desmerecidas por achar que não faríamos nada melhor que o outro, que esse corpo, nosso caráter construído, nosso jeito, nosso amor, apesar de não nos deixar mentir, não nos protege mais.

É no pior momento de todos, quando não há forças nem para abrir os olhos que precisamos respirar mais uma vez. Não há problema em chorar, em fraquejar ou desistir. Pelo menos não deveria haver. O problema é não conseguir seguir em frente. O problema é desistir de você.

Que seja sempre bem-vindo o seu bem-estar, a sua graça, sua respiração fácil e a sua cabeça leve. Que tudo seja sempre feito com muito amor e verdade. Que você respeite seu tempo e seu limite. Que dê ouvidos ao seu coração quando ele te pedir para desacelerar. Que dê ouvidos aos seus pensamentos quando eles pedirem para você reconhecer. Que dê razão ao seu corpo quando ele pedir para parar.

Independente da religião, vamos lembrar das palavras de Chico Xavier. No momento da queda, lembre-se que isso também passará, assim como a sua felicidade de ontem passou e que tudo é passageiro para aprendermos a ter equilíbrio. 


Eu desejo para vocês, no meu momento de fraqueza, inspiração para recomeçar e força para entender que eu sou o melhor para mim e que não há erros na minha criação. Que eu sempre evolua para o bem e que encontre, no meu caminho, gente disposta a suportar meus tropeções e respeitar o meu silêncio.

Eu desejo para mim mais credibilidade. Que o meu amor por mim seja sempre genuíno, que não haja ninguém pisando em mim, que os de baixo sejam sempre guardiões, os dos lados campeões, os de trás propulsores e os da frente invisíveis, pois o caminho é meu e a responsabilidade também.

Uma boa semana para vocês e muita calma no coração :) 


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