quarta-feira, 22 de maio de 2013

O amor é uma vitrine

Quando eu nasci, o amor tinha cheiro de leite e de colchão. Ele tinha uma atmosfera de cansaço, mas de muita gratidão. Ele funcionava 24 horas e parecia, realmente, ler os meus pensamentos quase sempre.

Quando eu fiz 1 ano, o amor era uma festa muito grande e exagerada, cheia de adultos, que me deu muito sono.

Quando eu fiz 2 anos, o amor queimou o meu pé. Ele era um pouco desastrado comigo, pois eu estava crescendo rápido demais e tomando minhas próprias decisões. O amor estava passando de gratidão para preocupação.

Quando eu fiz 3 anos, o amor começou a ter cara de quebra-cabeça. Na escola eu descobri que a pró também me amava um pouquinho, aí eu soube que o amor também morava fora de casa.

Aos poucos eu fui percebendo que o amor não era uma coisa só, muito menos privilégio da minha família. Quando eu fiz 7 anos e entrei em uma escola maior, eu descobri que podia fazer amigos e que nos amigos também tinha amor.

Quando eu fiz 13 anos, eu descobri os meninos e descobri, também, que às vezes a gente jura que tá amando, mas no fim, não está.

Com 15 anos, eu achei que tudo ia mudar, pois todo mundo dizia que eu viraria uma mocinha. Não mudou nada, eu só fiz 15 anos. Porém, comecei a duvidar do meu amor por mim mesma. Era muito difícil ser eu e, por isso, eu e o amor acabamos brigando.

Eu comecei a perceber que amor não era mais colchão. O amor não estava mais disponível para mim quando eu quisesse. Eu comecei a perceber que alguns amigos, uma das casas do amor, eram mentira e que, mesmo eles sendo mentira, o meu amor chegava até eles, ainda que encontrasse uma casa vazia. 

Eu fui descobrindo, muito devagar, a cada parada, que o amor, inúmeras vezes, é só uma gotinha do oceano. Que tem dia que a gente promete de pé junto: "Deus, é só ele que eu quero para toda a vida!" para um ano ou um mês depois agradecer sua partida.

Descobri também, por vezes rápido demais, que a gente também erra na dose de amor próprio. Que eu não devo nunca me amar demais, para não correr o risco de parar de evoluir, nem nunca me rogar pouco amor, para não correr o risco de estagnar na escuridão. 

Eu saquei, só por agora, que o "te amo para sempre" é uma bobagem! O amor vive no agora. Eu te amo hoje e espero te amar amanhã, mas isso depende da gente, não é? O amor é um instante tão curto que mais parece uma virada de cabeça entre uma discussão e o nunca mais.

Com 19 anos, eu descobri que amava a Psicologia de um jeito muito pessoal. Não para exercê-la (quem sabe?), mas para apreciá-la. Eu descobri que amo as pessoas de uma maneira frágil, mas eu amo. Eu amo a forma como elas são diferentes e como elas me proporcionam um entendimento cada vez mais eficaz da vida. Eu amo até quando elas me desapontam, mas só depois que a minha dor passa e eu entendo que cresci depois daquilo.

Com 21 anos, eu descobri que o amor nunca foi coisa de super-herói e que é sempre importante perdoar um segredo do passado. Aliás, eu descobri que existe muito amor no perdão quando eu descobri que tinha dificuldade em perdoar.

Eu me senti mulher pela primeira vez e vi uma brecha da necessidade que eu tinha em me amar um pouco mais. Eu estava extremamente negligente comigo mesma e tinha a ver com o amor. Eu era faltante, um buraco moribundo  preenchido por uma casca simpática.

Eu achei um pouco de amor na terapia. Achei um pouco de amor nas amigas de verdade. Achei um pouco de amor em alguns membros da minha família. Achei um pouco de amor nas minhas escritas e nas minhas fotos. Achei um pouco de amor nas minhas viagens e nos textos que eu lia.

Agora, com 23 anos, eu achei muito amor na dúvida e no prazer de não saber para onde ir. Lógico que há confusão e receio, mas há muito amor nas possibilidades. Encontrei um amor maduro que está ficando, encontrei um amor sólido em vocês que ficaram, encontrei um amor nostálgico em tudo que se foi e um amor de esperança para o que virá.

Ando descobrindo que o amor é ridiculamente fácil de encontrar. Eu vejo amor quando minha filha de quatro patas me olha nos olhos, quando eu penso em ser mãe, quando dou uma nova chance a qualquer pessoa, quando dou bom dia e me respondem e quando quem eu amo diz que eu estou bonita.

O amor, eu acho, é só memória e contato imediato. Dá para guardar no bolso e escolher a quem ofertar. Mas precisa escolher direito, pois amor barato dá retorno barato e eu sou valiosa demais para me vender assim.

domingo, 12 de maio de 2013

Momi's day!



Momi, obrigada por não ter me matado quando furei a língua, nem ido para Ouro Preto processar a mulher que eu enganei com a assinatura falsa da atendente da sorveteria. Obrigada por não ter tirado meu couro como prometeu quando eu fiz a tatuagem da costela e não te contei! Obrigada por não ter me deserdado quando pesquei em cinco provas, fui pega, tomei zero em todas e você teve que comparecer à diretoria no meio da semana! Obrigada por continuar comigo quando eu pegava 6, 7 recuperações e me dar o sábio conselho "minha filha, eu só não quero que você perca de ano", me fazendo segui-lo ao pé da letra! Obrigada pelos conselhos semanais e por nunca me deixar sair sem dinheiro de casa... Vai que me dá fome, né? Obrigada por me ensinar a dancinha do ombro, clássica, e por me apresentar o sorine, rinisone e afins! Obrigada por não me matar quando eu voltei para casa com Gabi sem pedir permissão! Obrigada por continuar me amando mesmo quando eu disse que ia fugir de casa e desisti por causa da chuva. Obrigada, também, por não desmaiar quando, depois de passar 5 anos na faculdade estudando para ser psicóloga, eu disse que o que eu queria mesmo era ser uma Big Brother. Mãe, você foi fantástica quando eu disse que não queria trabalhar e você me mandou jogar na loteria, então. Você é mais minha mãe ainda quando me obriga, não importa o que eu estiver fazendo, a assistir na TV do meu quarto o que você assiste no seu. Obrigada por nunca ter feito cara feia quando eu pegava seu sanduíche noturno de carne e fazia você fazer outro para comer. Obrigada por me dizer "xu, o cartão da renner, c&a e marisa estão livres, pode comprar", eita ALIGRIA! Obrigada por sempre dividir ou acabar deixando para mim seus cremes da nativa SPA. Obrigada pela festança de 1 ano que raspou todas suas economias e eu não lembro de nada! As fotos estão ótimas! Obrigada por me chamar de Maria Antônia vez ou outra, isso me deu uma perspectiva engraçada da vida e me permitiu ser quem eu quisesse na hora que eu quisesse. Com certeza minha futura filha terá um nome reserva igual ao meu! Obrigada por usar meu pincel de pó no blush e me fazer, certa feita, ficar com meu rostinho todo pêssego, isso me ensinou a ter paciência com os mais velhos. Obrigada por assistir comigo - e rir junto - 220 volts, casos de família, meu grande casamento cigano e as kardashians. Mãe, obrigada por dizer que eu ficaria uma quenga nigrinha se virasse loira. Eu ficaria mesmo, já desisti. Obrigada por pagar minhas contas e minhas viagens! Obrigada por ter me levado para furar o umbigo! Você disse que eu ia me arrepender e eu me arrependi mesmo, que maravilha isso! Acho que você é uma feiticeira! Ah!!! Obrigada pelos frasquinhos de alfazema com pemba para me proteger, um deles me salvou no carnaval! Obrigada por mandar eu atualizar meu blog e emagrecer 10kg! Enfim... São muitas cagadas! Obrigada por ser a draga mais doce de todas! Te amo!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fundamentos de uma vida leve.

Entenda que as portas do seu coração não podem abrir com qualquer chave.
Entenda que alguns amigos, por mais que tenha feito planos com ele, simplesmente soltarão sua mão no meio do caminho.
Entenda que um relacionamento saudável tem muito mais a ver com discussões solúveis do que jantares à luz de velas.

Perceba que é você que controla o peso das ações dos outros nos seus ombros.
Perceba que suas dores de cabeça, no peito e na garganta podem ter a ver com seu medo de falar o que sente, bote para fora.
Perceba que você está menos sozinho do que pensa.
Perceba que você tem menos amigos do que imagina e isso pode ser bom.

Compreenda seus pais, eles querem te defender e proteger de tudo, até deles mesmos, e isso fará com que eles cometam muitos erros.
Compreenda seus amigos - os verdadeiros - eles também vão errar com você quando você mais precisar deles.
Compreenda a si mesmo e não se cobre como uma construção de ferro, você também pode errar.
Compreenda o mundo, ele vai continuar te decepcionando.

Esteja atento às críticas inflamadas e aos elogios exagerados, todos eles são letais.
Esteja atento às suas ações, mas se incomode menos quando elas te sabotarem.
Esteja atento ao seu amor-próprio e à auto-sabotagem. Os dois precisam de manutenção diária.
Esteja atento aos seus bichinhos de estimação, eles podem aliviar muitas dores que o ser humano não consegue alcançar.

Goste mais de você e do que vê no espelho.
Goste mais do que você se tornou, se isso te der orgulho.
Goste mais de mudar, se isso se tornar uma necessidade.

Os casamentos acabam.
As pessoas nos decepcionam.
A gente faz pelos outros e pode não receber.
Seremos injustos em alguma ocasião.

Não tenha medo de se desapegar de coisas, pessoas e situações.
Não tenha medo de tentar de novo, e de novo, e de novo.
Não tenha medo de amar alguém, de ter um filho ou se defender em uma discussão.

Tenha medo de arrependimentos, isso vai fazer com que você evite burradas.

Seu sorriso é lindo.
Sua alma é boa.
Você merece ser feliz!

Algumas coisas que aconteceram com você, podiam ter acontecido de um jeito melhor. Outras, podiam ter sido menos rigorosas. 
Você podia ter respondido melhor àquela pergunta e olhado nos olhos daquela pessoa.
A gente perde oportunidades de fazer a diferença a todo momento.
Uma chuva forte não te impede de sair de casa e um telefonema pode salvar relações.

Se desculpe.
Desculpe os outros.
Nunca durma com o coração amargurado, faz mal para o seu sono e quando acordar, perceberá que não passou.

Não tenha dó de ninguém, pessoas precisam de soluções e não da sua pena.

Ouça mais músicas, veja mais filmes, leia mais livros. Saia um pouco mais da internet. Viaje.

E, por fim, não leve em consideração nenhuma receita que prometa fundamentar uma vida leve se ela não te passar nenhuma verdade. No frigir dos ovos, o que importa mesmo é o que você plantou, basta preparar-se para a colheita.


sábado, 13 de abril de 2013

Decepção não mata...


A ingênua Consideração casou com a Falsidade. Delas, um filho: a Decepção. O preconceito que carrego da junção dessas duas tem a ver com o propósito. Tem a ver com o fato da Falsidade ousar estragar um espírito tão genuíno como a Consideração. Estraga-se a crença no recomeço, a riqueza de um obrigada não dito, acaba-se com o zelo tão presente na Consideração, zelo que a Falsidade desconhece. A mentira, a Frustração e a Abnegação torceram muito por essa junção. Elas gostam de ver as falhas do exército do bem e se vangloriam quando furam a barreira do espiritualmente evoluído. É a roda-viva mostrando que no olho a olho, na dureza da vida, o mal vence, sim, o bem, algumas vezes. Quisera eu fosse uma vez ou outra. É muito mais que a minha paciência permite suportar. É muito mais que os meus esforços conseguem alcançar. A gente vai cansando, conforme as pedras, de se bater com a descrença. Depositar amor onde só nasce guerra, é tão cansativo. Olhar para trás, ver como estivemos com alguém e depois, ao olhar para frente, ver que ela saiu correndo, léguas na nossa frente, sem sequer conferir o nosso nível de alcance, é tão... brega. Eu acho brega não saber reconhecer os esforços de alguém. Acho cafona demais me decepcionar com gente que não valoriza os outros. Acho péssimo gente que arranja desculpa. Vocês que enganam, mentem, trabalham com esperteza em acabar com alguém. Vocês que são falsos com os amigos, que traem seus companheiros. Vocês que fazem coisa feia quando ninguém olha, vocês que não tem ética, nem princípios ou valores. Ou até tem, mas são todos distorcidos. Vocês que não conseguem cumprir uma promessa ou respeitar quem esteve ao seu lado. Dos mais perigosos aos mais idiotas, aqueles que fazem merda pela simples preguiça de prosseguir e encarar dificuldades, todos vocês são terríveis. Na verdade, vocês são previsíveis. Me surpreende, hoje em dia, aquela pessoa que sabe te reconhecer na escuridão. Aquela que reza por você de noite, que te considera um irmão e faz por você até na distância. Me encanto com gente que não esquece do que o outro disse, do que o outro fez. Amo gente que lembra do abraço, da lágrima injusta derramada, do olhar que impulsiona, do apoio. Fico muito surpresa quando vejo gente honesta sem síndrome do palco, que não quer aparecer, só quer ser uma pessoa legal sem nada em troca. Essas pessoas tem o mundo! Às outras, às pequenas, vocês merecem muitos tamancos de madeira, muitas polchetes de zíper, unhas postiças gigantescas e com desenhos horrorosos, pois vocês são bregas. Bregas, preguiçosos e não valem a pena. Eu sei que hoje a gente sofre, a gente chora, se desaponta, mas um dia a gente se desapega. Dói muito deixar para trás aquilo tudo que a gente acreditava, mas se você pensar que só você acreditava naquilo tudo, fica muito mais fácil. Não destrua uma boa intenção por alguém tão bizarro. O sentimento, os planos, foram todos genuínos, merecem respeito. Era a pessoa para qual você destinou ele que estava errada e não você que sentiu e emanou. Troque a pessoa, a prioridade, o alvo e mantenha sua energia. Não se confunda com gente que não tem consideração, pois a consideração é um olho em terra de cegos, é riqueza, é plenitude, é a chave de tudo. E ela é tão simples, tão fácil de exercer que aquele que não consegue vira pó. E o quê fazemos com o pó? Sopramos para longe. Sujeira na minha casa da vida, que eu faço tanta questão de manter limpa de pensamentos negativos, nem pensar. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Respeito é um prato que se come quente.

Eu venho refletindo sobre o que penso sobre o respeito. Venho pensando se o respeito é sorrir para aquele de quem não gostamos, só por educação. Se respeito é não procurar confusão emitindo sua opinião sobre uma causa importante para você, só para não ir de encontro com o outro. Pensei se respeito é deixar pra lá. Pensei, também, se respeitar o outro é esperar outro dia, outro erro. Será que respeito é ver alguém completamente equivocado fazer mal uso da palavra, como diria nosso querido Chorão, e deixá-lo ser quem é pelo simples respeito de aceitar quem as pessoas são? 

Sabe o que eu descobri? Que o tempo não tem nada a ver com respeito. Que a cordialidade não tem a ver com respeito, muito menos a indiferença ou abnegação. Eu percebi que se você deixa o dia passar, a semana, os anos para consertar algo, isso deixa de ser respeito e passa a ser arrependimento. Eu descobri que se você é cordial com o inimigo para não arranjar problema, o respeito vira falsidade. Se você trata com indiferença aquilo que te incomoda, você se torna um ignorante e não pode reclamar do que virá. E se você abre mão das suas vontades para não entrar em conflito com as vontades de um outro explorador, você se torna um sabotador de si mesmo e precisa lidar com os limites que a vida te dará e com as pessoas que perderá no caminho.

Quando a gente quer falar de respeito, é preciso usar o agora. É preciso que a fala seja um instrumento imediato e eficaz. Respeitar é não deixar passar. Respeitar é ser fiel aos seus princípios. Não é denegrir o outro, mas encontrar o limite e respeitá-lo, sempre atento às suas próprias convicções e aberto a novos horizontes. Se respeitar é não quebrar suas próprias promessas consigo mesmo.

Aí eu fico pensando... O que fazer com isso? O que fazer com pessoas que amo que não usam bem o respeito nem com elas mesmas? 

Respeitá-las. E respeitar nunca foi concordar. Respeitar a péssima decisão de alguém é responsabilizá-la por isso e não compartilhar. E digo mais, respeitar precisa de um processo. Aquele que começa errado, que a gente tenta fazer o outro enxergar com os nossos olhos o que entendemos ser melhor para ele, para só depois entender que precisamos respeitá-lo e deixá-lo sozinho com suas escolhas.

Eu ainda estou no caminho. É muito difícil respeitar alguns pontos e espero compreender, nessa trilha, a diferença de deixar alguém sozinho com suas escolhas e abandoná-lo. 

Que difícil o respeito, mas me respeito por tentar.
Um beijo!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Nova oportunidade de emprego

TSC... TSC...

Está oficialmente aberta a temporada da tag #WTF - preciso explicar??

Para os que estavam com saudade de mim, dos meus textos ou de ler besteira na internet, eis que volto com dignidade e pompoarismo.

Para quê os ventos do destino me deram um amigo chamado Hylo eu não sei. Pelo nome já não se pode esperar nada normal desse sequhylo, mas hoje ele se superou. Ele fez de propósito, sabia que eu não resistiria. Tanto tempo sem postar, concentrada no meu TCC e ele faz uma puta falta de sacanagem dessa comigo. Ou seria puta excesso? Let me see...

Essa minha cara de orifício esfincteriano ao lado foi repetida maníacas vezes durante a leitura da oportunidade de emprego que me surgiu. Não pela estranheza da oferta, mas pela seriedade dos pré-requisitos.

Lógico que eu sei que qualquer emprego tem que ser levado a sério e concordo com toda a necessidade de... Indicação? Bom... Sem mais delongas, o link que me foi mandado me rendeu uma pausa necessária nos estudos para falar sobre a mais nova (por favor, leia a próxima frase com voz de apresentador de circo) VAGA PARA TESTADORAS DE PRODUTOS ERÓTICOS!!

Olha só, eu não quero bancar a perdida dos anos 80, muito menos a desinformada do século XXI. Eu bem sei que já existe uma série de mulheres que testam produtos eróticos e são pagas por isso - eita lelê! Mas é que eu nunca me deparei com a oferta FORMAL para o emprego. ME ACOMPANHE!

Você primeiro preenche qual vaga você quer, nome, idade, endereço, telefone... Ok, até aí tudo bem. Eis que vem o primeiro obstáculo: a escolaridade. Tá, a vaga é para mulheres testarem os produtos e mandarem uma resenha depois para o site, o que indica que elas precisam ter uma boa escrita, logo... É necessário ter ensino SUPERIOR! Muito embora eu conheça muita menininha safadiénha por aí que faria muito melhor, mas não vem ao caso! Olha eu sendo eliminada no primeiro corte? (só me formo no final do ano)

Agora é que começa a ficar estranho!

Tem uma campo chamado EXPERIÊNCIA. Oh Lord... Experiência em quê? Em sexo ou em fazer resenhas? Está dividido em 4 categorias PLENO, SÊNIOR, JÚNIOR e SEM EXPERIÊNCIA. Mas minha gente... Que negócio pitoresco! Acho que pleno seria para sexólogas, talvez Laura Muller ganhasse fácil a vaga! Sênior são as intermediárias? Vida sexual ativa, alguns parceiros, relacionamentos fracassados, mas sexo interessante, sem muito cricri, nada de anal e lubrificação média. Acertei? E o júnior? OMG! Socorro, minha pova! Tá ficando constrangedor... Júnior são os recém-desvirginados? Ou os que estão só no peitinho, mãozinha elevador (aquela que sobe e desce sem parar no andar)? Sem experiência é um sofredor, lógico.

Aí vem um campo ABERTO pedindo um RESUMO DAS SUAS QUALIFICAÇÕES. 

(risada de Nilo no VT, por favor)


Aí vem a desinformada taradex e coloca: "Ah, eu sou ótima em blowjob (para mostrar conhecimento em línguas estrangeiras e intimidade com o tema) e, para mim, tudo pode acontecer entre quatro paredes. Homem para mim não pode ter frescura! Adoro ser comida (para mostrar desenvoltura) de quatro e GEMO alto pra cacete! Meus vizinhos sempre reclamam e eu sou odiada no meu condomínio em Brotas. Paredes finas, o pesadelo de qualquer bem resolvida sexualmente." Enquanto isso, a moça do outro lado, responsável por receber o cadastro e que só queria saber quais estágios fez na sua área de formação, precisará dormir com um barulho desse, o discurso de uma recém descabaçada que provavelmente não faz macumba baby há meses ou anos e continua vivendo essa mentirada sexual para ver se ela mesma consegue acreditar nessa rotina fictícia e não deprimir com as aranhas na sua aranha.

Seguindo o cadastro, eis que surge o EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS. New Hit ia BOMBAR nessa categoria #aifalei! Se você não for uma profissional do sexo de renome, vai cair nessa categoria. Oh... Foi por pouco, heim? Acho que piriguetagem nível hardcore talvez passe. Haja história para contar, heim mãe? Fiquei um pouco constrangida nesse quesito... Não gosto quando não consigo corresponder às expectativas. Pula essa parte!

Aí vem a PRETENSÃO SALARIAL. Gente, eu sei que é coisa séria. Eu sei, eu sei, eu sei, Lord sabe que eu sei. Mas me senti assinando um contrato de exclusividade no Bataclã nesse momento. Não saberia dizer quanto eu gostaria de ganhar para experimentar artigos sexuais. Quanto custa o seu gozo? Que perguntinha descarada...

Para finalizar, mas não menos importante, o tal do cadastro te pede o curriculum. TÁ! É o curriculum da sua formação no ensino superior, mas ainda não consigo não associar a putaria. Apesar de parecer, não é aqui que a gente coloca todos os nossos ex-namorados divididos em categorias tipo: pinto fino, o broxa, o lobo da meia-noite, pinto de pano, envergadura máxima, pura saudade etc... Não vão se entregar, heim?? É só seu curriculum mesmo... Tá???

Bom, como eu gosto de esculhambar, preenchi o cadastro bem ironicamente para ver se cola. Se você também se interessou pelo emprego, tente a sorte aqui! Caso contrário, fique aí pagando pelo seu pinto roxo com veias alteradas ou sua calcinha em formato de rosa que você compra enquanto está parada numa sinaleira da av. sete! Coragem, colega!!! Ambição é a alma do negócio!!

Beijos!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

This is not something to scream...

Quanta coisa acontece na sua vida durante um mês? 

A chegada, cada vez mais acelerada, do meu TCC, da obtenção do meu diploma e de uma possível - cada vez mais real - mudada de ares, vem me assustado. Sabe quando as coisas parecem acontecer rápido demais? 

Outro dia eu estava apreensiva, escolhendo três direções para uma provinha que mudaria minha vida. Minha pressa adolescente me rendeu vários erros, mas é dos acertos que eu queria falar. 

Além da bugada que esse blog deu em desaparecer com minhas imagens, outras coisas me impediam de escrever, de reciclar meus pensamentos, coisa que fazia com frequência por aqui. Acho que eu nunca tinha passado por uma reflexão tão silenciosa, tão intimista, tão pessoal.

Não é que eu tenha algo para reclamar da vida, aliás, não me sinto justa de fazê-lo. É só que eu estou sentindo de novo aquela coceira de menina de que há algo não ajustado nos meus planos. Pode ser uma crise universitária? Pode, lógico. Inclusive ela está empacando meu TCC há dias. Mas eu não sou como tantas outras colegas paranóicas e falsas idealistas. Minha faculdade não é meu mundo e eu amo isso, pois ali é um inferno.

Estou prestes a me formar, mas o diploma que tem mais me interessado no momento é o da vida. Eu sei que nós capricornianas nascemos velhas demais e só sentimos falta dessa juventude inconsequente na velhice, onde eu acho que residirá em mim uma velhinha muito louca e com um alto poder de envergonhar seus netos. Mas é que... Estou me sentindo muito mais cobrada pelo meu lado adulto ultimamente e isso tem me magoado muito. Ora pois, são apenas 22 anos com a insegurança de uma mulher de 40 e poucos, numa menopausa precoce, sem marido, sem filhos e com muitas celulites para cuidar. Estou anos luz atrás da forma como eu deveria me encarar quando penso no que me tornei.

Me sinto meio gasta, eu não quero ficar para trás. E por mais nova que me digam ser e que ainda há tempo para recuperar seja lá o que esteja parecendo me atropelar, eu me sinto estranha. Parece que, mais do que nunca, estou sendo bombardeada com imagens que eu antes não queria ser, mas agora sinto necessidade. É uma constante subestimação interna, um fantasma oriundo de falácias, coisa que eu antes sabia lidar e hoje me faz recuar alguns bons metros. 

E sabe o que é pior nisso tudo? Eu sei que tenho conteúdo, que não sou uma mondronga, uma largada. Sei que me misturo, que até me destaco às vezes, mas essa insegurança... Essa insegurança é uma merda, pois eu não acho a raiz. Ou melhor, até acho, mas não sei como lidar.

Enquanto vejo outras tantas ligando para tão pouco, brigando por centavos, se expondo para ninguém, trocando as bolas, os valores, eu me perco. Aí eu ligo para pouco, brigo por centavos etc...

Eu não quero ser todo mundo. Eu gosto de ser Isadora. Mas é muito difícil ser eu. Abaixo à superprodução intelecto-realista de uma mente borbulhante. Eu quero uma prainha, pé na areia e nada mais. Para ontem!


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