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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu sei...


Eu sei que é amor, pois você é um sorriso certeiro quando olho em volta a procura de apoio. Eu sei que é amor, pois você me faz caminhar junto com a verdade. Eu sei que é amor, pois minha vida tornou-se muito mais feliz depois de você. Mais leve também. Eu sei que é amor, pois você transformou tudo que era errado em certo e soprou um pó mágico de realidade em todos os meus sonhos. Eu sei que é amor, pois sinto gratidão quando percebo o sentimento que encontrei em você. É você que sustenta meu frágil edifício, que não me deixa cair e que me acompanha retirando do meu caminho todos os véus que tentam me cegar.

Eu sei que é amor, pois você é a minha força quando estou fraca. Todas as vezes que eu não consegui falar, você foi a minha voz. Todas as vezes que eu não pude enxergar, você foi meus olhos. Só você vê o melhor que há em mim e eu só quero mostrá-lo a você. 

Quando eu não alcanço, você me ergue. Eu tenho esperança porque você acredita! 

Hoje eu tenho asas que você me deu. É com elas que eu consigo voar. Quando você segura a minha mão, eu fico mais perto de Deus, pois quando eu perdi a minha fé foi você que a trouxe de volta para mim.

Quando alguém ama a gente, é fácil reconhecer. Aquele que te ama, não escolhe suas estrelas, ele te faz acreditar que absolutamente todas estão ao seu alcance. Aquele que te ama não te aplaude quando você cresce, ele te ajuda a ficar em pé. Você se sente especial por ter ele em sua vida, se sente realmente grata por merecer sua companhia. Talvez não saiba exatamente o quanto, mas sente o vento de bênção que arrepia sua alma quando ele chega.

Se você sentir isso por alguém, se existir alguém assim na sua vida, não o deixe seguir sem saber disso tudo. A gratidão é um sentimento onipresente, que não tem preconceitos, nem hora para chegar. Isso serve para o amor entre amigos, entre namorados, entre familiares e conhecidos. Dedique a ele essa prece:

"Por você dedico a minha vida a fazer o bem, pois por você quero ser melhor do que eu já fui. Obrigada por passar por mim feito vento de carinho. Obrigada por ser a luz que me impede de conhecer a escuridão. Obrigada por ser a minha inspiração e por me conceder a honra de ter o seu amor brilhando na minha história. Em meio a tantas mentiras, você é a minha verdade. O meu mundo é muito melhor porque você riscou seu nome nas areias do meu destino. Não me deixe nunca padecer sob as injúrias dos meus inimigos, nem fraquejar diante das falsas línguas que me chicoteiam. Eu sou mais forte do que eu penso e os outros são só os outros. É em você que eu me espelho e é por você que eu quero continuar. Se hoje eu sou poeira, é por amor que eu vou me juntar."

Sim, eu me basto. Mas levo na bagagem a humildade de que não posso seguir sozinha. A todos aqueles que me ajudaram em algum momento da minha vida, que secaram uma lágrima minha ou ouviram atentamente sobre uma das minhas fraquezas, meu profundo agradecimento! Vocês restauram minha fé no próximo diariamente.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

A odisseia do auto-controle


Pelo bem da moral e dos bons costumes, inventaram o auto-controle. Aprendi  que não posso revidar o coleguinha que estapeia minhas orelhas sempre que senta atrás de mim, pois é feio. Preciso falar com a professora e avisá-la do meu incômodo. Bater de volta, JAMAIS! 

Depois eu aprendi que não devo me meter na vida de gente que não entende de moda e sai de casa parecendo um acidente da natureza, pois é feio. Devemos deixar os outros viverem. Aí eu aprendi, na mesma aula da aprendizagem anterior, que não devemos apontar defeitos dos outros, pois é feio. É falta de educação interferir na personalidade do outro, ainda que ele seja um filho da puta; o povo diz que a vida vai dar o troco. 

Tô esperando. 

Aí, logo depois, me ensinaram que não posso falar a verdade, pelo menos não toda, pois é muito, muito, muito feio mesmo ser sincera. Dizem que há hora e lugar para a honestidade. Achei que ela era tipo Deus, onipresente... Pelo visto, me enganei. 

Aí umas pessoas enfiaram na minha cabeça que é muito feio, tipo horrível, ostentar ou pagar de rico, mesmo que essas pessoas adorem marcar #iphone em suas fotos no instagram. Eu peguei, nessa aula, a apostila HIPOCRISIA e aprendi um tantão com ela, inclusive que ela serve para vários módulos. 

Aprendi que não posso avisar a uma pessoa que ela está parecendo que engoliu uma nota de 50 reais ou que balançaram a fava debaixo do kikiu dela, pois é muito feio dizer que alguém tem bafo ou tá fedendo. Eu que aprimore meus conhecimentos de apneia. 

Aprendi que não posso gritar quando me dá muita raiva e vontade de quebrar o crânio de alguém que é escroto comigo, pois perco minha razão(?) e é muito feio se descontrolar, ainda que o outro estoure todos os decibéis humanos possíveis. Ah! Aprendi que devo disfarçar o quanto gosto de funk e pagode, pois isso não é bem visto. 

Aprendi, também, que devo sorrir para quem eu sei que é falso, pois disseram que a política da boa vizinhança é sempre o melhor caminho. Não é bom fazer inimigos... Quem sabe o dia de amanhã? 

Aprendi que é um crime sentir ciúme, pois algum solteiro retardado/encalhado inventou que tudo que é meu, voltará, então não preciso segurar nem preservar ninguém. Deixarei livre meus passarinhos para que se percam nas granjas da vida. Quem sabe ele volta? 

Sabe o que eu aprendi também? Que TENHO que amar todas as crianças do planeta, pois são anjos enviados por Deus. Não, não são não. Alguns não são MESMO. E velhinhos nem sempre são agradáveis! E não é por serem mais velhos que, automaticamente, merecem respeito. Eu encontro cada um por aí...

Me ensinaram no facebook que não posso enviar solicitações de joguinhos para ninguém, mas eu preciso de vidas, ok? Eu preciso de batatinha frita no criminal case, movimentos extras no candy crush e amigos para expandir minha terra no farmville, mas devo esperar até amanhã para carregar minhas energias e brincar sozinha. É feio incomodar as pessoas no facebook. Muito feio mesmo! 

Aprendi que dá cadeia ter celulite. Estria, pena de morte. 

Aí no meio do caminho percebi que estava aprendendo a não ser eu e refleti. Na minha frente há uma multidão de pessoas iguais e robotizadas, seguindo o fluxo para nowhere! Eu, sinceramente, não tenho que aprender a conviver com ninguém. Na verdade, fica por perto quem quer. Eu até gosto de ser eu, às vezes. Nas vezes que eu não gosto, eu sempre converso com alguém que gosta que eu seja eu, aí fica tudo bem.

A gente só precisa se entender. Eu me entender, você se entender. Chega disso de entender o outro. Se entenda e seja seu melhor amigo. As cores do seu mundo partem de você. Cuidado com o auto-controle, ele é um vício maldoso. Na hora da reflexão, opte por ser você. Um dia dá certo! :)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Você sabe quem é o seu inimigo?

Você passará uma vida inteira, após a primeira decepção, procurando um algoz. Determinará, em cada vacilo de outrem, quem te importa e quem pode ficar para trás. Deslizará entre todos aqueles que atravessarem seu caminho com seus julgamentos intactos, muito bem resolvido com suas reflexões. Permanecerá fiel à sua mente inquieta, ao seu orgulho rochoso. Quem merece sua retórica? Quem alcança o seu perdão?

Caminha sobre pedras que você mesmo encaixou, forma, sob seus pés, uma trilha empoeirada de arrependimentos e lembranças que nunca te deixam ir totalmente além, muito menos reconhecer a necessidade de retroceder.

Aponta suas opiniões em uma linhagem cautelosamente imperativa. Ordena os seus passos, os outros passos, quem passa e quem já passou. Esconde seu rabo entre as lamúrias de um ser desajeitado, convicto de suas próximas pegadas, mas totalmente alheio ao processo de caminhar. 

Baterá o telefone como quem bate no rosto de um criminoso. Alçará pensamentos negativos por aquele que te deu amor. Desistirá de planos por falta de merecimento, negará abrigo a quem te abrigou. Ainda assim, inflará o peito de medos e fingirá uma coragem fragilizada, puro carnaval. Perseguirá todos os monstros em pessoas específicas, quebrará todos os vidros que protegem suas jóias, tudo em nome da moral. 

Vira oceano quando precisa da profundeza fria de sua zona abissal. Vira lago ao deparar-se com a necessidade impulsiva de voltar às suas origens. Transforma-se, rapidamente, em vento quando precisa ir embora. Quero ver se transformar em árvore: fincar raízes e permanecer. Aguentar a ventania, o abandono de suas folhas, o nascimento dos seus frutos, o furto dos seus galhos, os pássaros que te golpeiam e ficar ali.

Adianta? Adianta correr uma vida inteira atrás dos malfeitores quando o monstro mora em você? Adianta deixar-se sabotar na tentativa pífia e covarde de culpar os outros? Não pode ser tão doloroso assim olhar para dentro. Ou não deveria.

O destino do acusador é sempre a solidão. No fim de todos os dedos apontados, nem você sobrará. Tornar-se sincero consigo mesmo é o primeiro passo para viver em paz. Tornar-se sincero com os outros, é o primeiro passo para o paraíso. 

É importantíssimo descobrir quem é o monstro na sua frente. Mas nunca esqueça: você também é o monstro de alguém.




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Não se faz mais pessoas como antigamente


Há mentirosos, caminhada fatal na calada da noite, faca na mão de primogênito, olho na herança. Há agressores, ameaçadores doídos por uma nota baixa que ele mesmo tirou, jogadores de cadeira e destruidores de futuro. Há ausentes de responsabilidades, pessoas sem tempo para nada, geradores de filhos criados por babá. Há falsos sorrisos, abraços fracos, ligações perdidas e sensação constante de solidão. Há um reflexo distorcido do que você acha que deveria ser, frustração fabricada, insegurança e auto-estima rasteira. Há corpos desesperados por uma atenção duvidosa, donos de um movimento falso-feminista equivocado, perdidos. Há um rebanho seguindo um péssimo hábito de cultivo intenso ao corpo e desgaste cognitivo natural, portadores de um peitoral enorme que só guarda reflexões instantâneas, cada vez mais fasttalkHá socos e pontapés. Términos por falta de interesse na solução, preguiça e alta rotação. Há fotos no facebook, cobranças no whatsapp e nenhuma interação cara-a-cara que faça reconhecer aqueles dois nas declarações profundas da internet. Há crianças agindo como adultos e adultos com temores infantis. Há quem grite apoio por causas animais. Só. Há quem levante a bandeira do "bem feito" ao presenciar a justiça sendo feita pelas mãos de um outro. Há quem se compara, inconscientemente, ao acusado no segundo que sente prazer ao vê-lo sofrer. Há quem não acredite nos Direitos Humanos. Há psicopatas sociais sentados ao seu lado. Há mentiras brancas, tapa-olho e hipocrisia. Há quem curte o fingimento, atualiza diariamente suas ilusões e mente para si mesma. Há insatisfações patológicas, agressões verbais gratuitas e apologia ao bullying. Há quem acha uma bobagem essa coisa toda ao redor dos menores infratores. Há gente com cansaço para mudar de opinião, regendo o mundo através de empurrões ignorantes, reflexo de sua vivência rasa. Há muita indignação, descrença no outro, mortes rápidas, sentimentos efêmeros. 

Há tanta saudade.

Há saudade de um carinho amoroso, falta do olhar de um bichinho de estimação, da certeza de que podemos confiar. Há saudade de ruas mais tranquilas, de problemas mais distantes e gente de verdade. Há saudade da verdade. Há saudade das festas no playground e das gincanas no colégio. Há saudade do colégio que era, realmente, a segunda casa. Há saudade dos porteiros e das aulas de educação física. Há saudade da formatura e da infância. Há saudade de ir em frente. Há saudade de não ter medo. Há saudade de quando todo mundo era mais presente, da piscina e do peixe frito nas praias. Há saudade de quando todo mundo se amava muito, se preocupava com os outros e TAMBÉM com os animais. Há saudade de quando sem maquiagem era bonito e ninguém sabia se maquiar. Há saudade de quem se foi, mas ainda permanece. Há saudade de quando pai e mãe era respeitado e fazia jus a esse respeito. Há saudade de quando havia mais fé. Há saudade da leveza.

Que planeta adoecido esse que vivemos. Eu sou, muitas vezes, objeto de repúdio para mim mesma quando me percebo caindo na armadilha desses maus pensamentos. E me sinto, quase sempre, uma estranha no meio de tantas pessoas conformadas. Mas não posso deixar que o patológico se torne algo natural e vou persistir no meu pequeno território. Onde eu piso há muita reflexão. Onde eu caminho há muitos arrependimentos e pequenos concertos. Onde eu ando não é permitido auto-ofensas e "pensar melhor" é sempre o melhor trajeto a ser seguido. Onde eu estou há pausas. Às vezes, há rancor. Mas há, mais ainda, muitas chances.

Há tanta esperança...


sábado, 13 de abril de 2013

Decepção não mata...


A ingênua Consideração casou com a Falsidade. Delas, um filho: a Decepção. O preconceito que carrego da junção dessas duas tem a ver com o propósito. Tem a ver com o fato da Falsidade ousar estragar um espírito tão genuíno como a Consideração. Estraga-se a crença no recomeço, a riqueza de um obrigada não dito, acaba-se com o zelo tão presente na Consideração, zelo que a Falsidade desconhece. A mentira, a Frustração e a Abnegação torceram muito por essa junção. Elas gostam de ver as falhas do exército do bem e se vangloriam quando furam a barreira do espiritualmente evoluído. É a roda-viva mostrando que no olho a olho, na dureza da vida, o mal vence, sim, o bem, algumas vezes. Quisera eu fosse uma vez ou outra. É muito mais que a minha paciência permite suportar. É muito mais que os meus esforços conseguem alcançar. A gente vai cansando, conforme as pedras, de se bater com a descrença. Depositar amor onde só nasce guerra, é tão cansativo. Olhar para trás, ver como estivemos com alguém e depois, ao olhar para frente, ver que ela saiu correndo, léguas na nossa frente, sem sequer conferir o nosso nível de alcance, é tão... brega. Eu acho brega não saber reconhecer os esforços de alguém. Acho cafona demais me decepcionar com gente que não valoriza os outros. Acho péssimo gente que arranja desculpa. Vocês que enganam, mentem, trabalham com esperteza em acabar com alguém. Vocês que são falsos com os amigos, que traem seus companheiros. Vocês que fazem coisa feia quando ninguém olha, vocês que não tem ética, nem princípios ou valores. Ou até tem, mas são todos distorcidos. Vocês que não conseguem cumprir uma promessa ou respeitar quem esteve ao seu lado. Dos mais perigosos aos mais idiotas, aqueles que fazem merda pela simples preguiça de prosseguir e encarar dificuldades, todos vocês são terríveis. Na verdade, vocês são previsíveis. Me surpreende, hoje em dia, aquela pessoa que sabe te reconhecer na escuridão. Aquela que reza por você de noite, que te considera um irmão e faz por você até na distância. Me encanto com gente que não esquece do que o outro disse, do que o outro fez. Amo gente que lembra do abraço, da lágrima injusta derramada, do olhar que impulsiona, do apoio. Fico muito surpresa quando vejo gente honesta sem síndrome do palco, que não quer aparecer, só quer ser uma pessoa legal sem nada em troca. Essas pessoas tem o mundo! Às outras, às pequenas, vocês merecem muitos tamancos de madeira, muitas polchetes de zíper, unhas postiças gigantescas e com desenhos horrorosos, pois vocês são bregas. Bregas, preguiçosos e não valem a pena. Eu sei que hoje a gente sofre, a gente chora, se desaponta, mas um dia a gente se desapega. Dói muito deixar para trás aquilo tudo que a gente acreditava, mas se você pensar que só você acreditava naquilo tudo, fica muito mais fácil. Não destrua uma boa intenção por alguém tão bizarro. O sentimento, os planos, foram todos genuínos, merecem respeito. Era a pessoa para qual você destinou ele que estava errada e não você que sentiu e emanou. Troque a pessoa, a prioridade, o alvo e mantenha sua energia. Não se confunda com gente que não tem consideração, pois a consideração é um olho em terra de cegos, é riqueza, é plenitude, é a chave de tudo. E ela é tão simples, tão fácil de exercer que aquele que não consegue vira pó. E o quê fazemos com o pó? Sopramos para longe. Sujeira na minha casa da vida, que eu faço tanta questão de manter limpa de pensamentos negativos, nem pensar. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Respeito é um prato que se come quente.

Eu venho refletindo sobre o que penso sobre o respeito. Venho pensando se o respeito é sorrir para aquele de quem não gostamos, só por educação. Se respeito é não procurar confusão emitindo sua opinião sobre uma causa importante para você, só para não ir de encontro com o outro. Pensei se respeito é deixar pra lá. Pensei, também, se respeitar o outro é esperar outro dia, outro erro. Será que respeito é ver alguém completamente equivocado fazer mal uso da palavra, como diria nosso querido Chorão, e deixá-lo ser quem é pelo simples respeito de aceitar quem as pessoas são? 

Sabe o que eu descobri? Que o tempo não tem nada a ver com respeito. Que a cordialidade não tem a ver com respeito, muito menos a indiferença ou abnegação. Eu percebi que se você deixa o dia passar, a semana, os anos para consertar algo, isso deixa de ser respeito e passa a ser arrependimento. Eu descobri que se você é cordial com o inimigo para não arranjar problema, o respeito vira falsidade. Se você trata com indiferença aquilo que te incomoda, você se torna um ignorante e não pode reclamar do que virá. E se você abre mão das suas vontades para não entrar em conflito com as vontades de um outro explorador, você se torna um sabotador de si mesmo e precisa lidar com os limites que a vida te dará e com as pessoas que perderá no caminho.

Quando a gente quer falar de respeito, é preciso usar o agora. É preciso que a fala seja um instrumento imediato e eficaz. Respeitar é não deixar passar. Respeitar é ser fiel aos seus princípios. Não é denegrir o outro, mas encontrar o limite e respeitá-lo, sempre atento às suas próprias convicções e aberto a novos horizontes. Se respeitar é não quebrar suas próprias promessas consigo mesmo.

Aí eu fico pensando... O que fazer com isso? O que fazer com pessoas que amo que não usam bem o respeito nem com elas mesmas? 

Respeitá-las. E respeitar nunca foi concordar. Respeitar a péssima decisão de alguém é responsabilizá-la por isso e não compartilhar. E digo mais, respeitar precisa de um processo. Aquele que começa errado, que a gente tenta fazer o outro enxergar com os nossos olhos o que entendemos ser melhor para ele, para só depois entender que precisamos respeitá-lo e deixá-lo sozinho com suas escolhas.

Eu ainda estou no caminho. É muito difícil respeitar alguns pontos e espero compreender, nessa trilha, a diferença de deixar alguém sozinho com suas escolhas e abandoná-lo. 

Que difícil o respeito, mas me respeito por tentar.
Um beijo!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

This is not something to scream...

Quanta coisa acontece na sua vida durante um mês? 

A chegada, cada vez mais acelerada, do meu TCC, da obtenção do meu diploma e de uma possível - cada vez mais real - mudada de ares, vem me assustado. Sabe quando as coisas parecem acontecer rápido demais? 

Outro dia eu estava apreensiva, escolhendo três direções para uma provinha que mudaria minha vida. Minha pressa adolescente me rendeu vários erros, mas é dos acertos que eu queria falar. 

Além da bugada que esse blog deu em desaparecer com minhas imagens, outras coisas me impediam de escrever, de reciclar meus pensamentos, coisa que fazia com frequência por aqui. Acho que eu nunca tinha passado por uma reflexão tão silenciosa, tão intimista, tão pessoal.

Não é que eu tenha algo para reclamar da vida, aliás, não me sinto justa de fazê-lo. É só que eu estou sentindo de novo aquela coceira de menina de que há algo não ajustado nos meus planos. Pode ser uma crise universitária? Pode, lógico. Inclusive ela está empacando meu TCC há dias. Mas eu não sou como tantas outras colegas paranóicas e falsas idealistas. Minha faculdade não é meu mundo e eu amo isso, pois ali é um inferno.

Estou prestes a me formar, mas o diploma que tem mais me interessado no momento é o da vida. Eu sei que nós capricornianas nascemos velhas demais e só sentimos falta dessa juventude inconsequente na velhice, onde eu acho que residirá em mim uma velhinha muito louca e com um alto poder de envergonhar seus netos. Mas é que... Estou me sentindo muito mais cobrada pelo meu lado adulto ultimamente e isso tem me magoado muito. Ora pois, são apenas 22 anos com a insegurança de uma mulher de 40 e poucos, numa menopausa precoce, sem marido, sem filhos e com muitas celulites para cuidar. Estou anos luz atrás da forma como eu deveria me encarar quando penso no que me tornei.

Me sinto meio gasta, eu não quero ficar para trás. E por mais nova que me digam ser e que ainda há tempo para recuperar seja lá o que esteja parecendo me atropelar, eu me sinto estranha. Parece que, mais do que nunca, estou sendo bombardeada com imagens que eu antes não queria ser, mas agora sinto necessidade. É uma constante subestimação interna, um fantasma oriundo de falácias, coisa que eu antes sabia lidar e hoje me faz recuar alguns bons metros. 

E sabe o que é pior nisso tudo? Eu sei que tenho conteúdo, que não sou uma mondronga, uma largada. Sei que me misturo, que até me destaco às vezes, mas essa insegurança... Essa insegurança é uma merda, pois eu não acho a raiz. Ou melhor, até acho, mas não sei como lidar.

Enquanto vejo outras tantas ligando para tão pouco, brigando por centavos, se expondo para ninguém, trocando as bolas, os valores, eu me perco. Aí eu ligo para pouco, brigo por centavos etc...

Eu não quero ser todo mundo. Eu gosto de ser Isadora. Mas é muito difícil ser eu. Abaixo à superprodução intelecto-realista de uma mente borbulhante. Eu quero uma prainha, pé na areia e nada mais. Para ontem!


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Eu posso escolher?


Você acredita em búzios? Em cartas de tarô, mãos que traçam o futuro? Acredita em destino? No imutável?

Desde pequena eu fui criada na lógica católica e, como acontece com muitos, na adolescência eu me entendi como espírita e sigo assim até hoje. 

De uns tempos para cá percebo que nossas crenças, apesar de extremamente fiéis, são fracas. E eu me dei conta disso após episódios rotineiros e estúpidos como a insistência de um livro chamado Oráculo em me dar respostas certeiras quando questionado por mim num dia qualquer.

Eu comecei a perceber que eu, depois de velha, estou me apegando a tudo. A obediência inquestionável não permeia mais os campos da minha fé e eu me percebo, agora mais do que nunca, uma liberta. Eu acho que atravessei a barreira, fui além dos ecumênicos, eu cheguei a uma religião em comum à minha paz de espírito. Eu não deixei de ser espírita, mas agora eu sou, muito além disso, uma comunhão em prol do que vier. 

Me dei conta de que consigo, sem medo de julgamentos, acreditar só no que eu quiser e me sentir bem. E isso pode significar que minha fé, numa tarde duvidosa, vai se amarrar a um livro da Saraiva que diz conter as respostas para as perguntas da vida ou, em outro dia ensolarado, que vou responsabilizar um passarinho pelas minhas decisões: tipo assim... se ele voar, eu vou, se ele não voar em até um minuto, eu fico. E ainda assim, o que ele fizer, se eu não concordar, me permitir fazer o contrário do combinado comigo mesma.

Eu acho que, na verdade, eu não confio mais no destino. Eu me assusto e não consigo me convencer dessas coisas que estão "escritas". Se estão escritas, então que eu ache o mapa que me leve até lá para eu apagar, pois não resta graça nenhuma nessa vida que já é curta se ela seguir independente dos meus sentimentos, do que eu buscar para mim, das portas que eu decidir, de última hora, não abrir.

Eu quero ser um livro que tenha sua metade em branco e a outra parte toda rasurada, com folhas amareladas e outras cheias de adesivos e entradas de cinema. Sem contar com as que terão pulseiras daquele show maravilhoso e a etiqueta da minha primeira calcinha fio-dental. 

Eu juro que acredito num croqui de vida, numa perspectiva possível de vivências, mas não consigo me convencer do engessado, do traçado, do imutável. Eu prefiro ser do time do livre-arbítrio, aquele que me responsabiliza inteiramente pelo que vou fazer e pelo que atravessar minha vida. Quero que seja minha a assinatura embaixo de cada contrato quebrado por pessoas que eu julgava serem minhas amigas. Quero sentir o doce de saber que conquistei aquela pessoa, pois fui mais cheirosa na padaria aquela manhã. Isso pode estar escrito? Pode... Até eu questionar se está escrito ou não já pode estar escrito. E o perfume exagerado também e o pão e a padaria...

Vamos dizer assim. Eu, aqui, agora acho que não acredito mais em mim. Eu, no fim desse texto, acho que já estava escrito que eu escreveria isso aqui e quando eu escolher ali e depois mudar para lá, também estava escrito. 

Mas quando alguém me disser que leu numa borra de café que eu terei 2 filhos, eu quero ter 3, assim, só para contrariar. Eu posso escolher? Então eu escolho não acreditar, acreditando, para poder acontecer. Pode ser?


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Meet me halfway


Nunca haverá, nem na maior das civilizações, relacionamento mais difícil do que o que é construído entre duas pessoas. Lidar com grupos, com comunidades, tudo vira fichinha perto de uma relação a dois.

No quesito playstation, somos heróis. Passamos por fases feito jogo de criança. E a cada fechamento de um ciclo, um vilão para nos enfrentar. 

Enquanto há encantamento, há cegueira qualitativa. Somos alheios aos defeitos. É impressionante como nada, absolutamente nada nos incomoda. E construímos sozinhos, aliados às nossas inseguranças e esperança de ser ele O cara, um pseudo-modelo temporário de futuro. 

A gente abraça aquilo, assume e inicia o caminhar. Como tudo parece se encaixar, a gente segue de mãos dadas olhando para a frente e esquece, claro, de olhar os passos de quem está ao nosso lado. Até o primeiro tropeção. 

A pessoa que nos segue trupica e a gente recua para olhar qual foi o obstáculo. No pior dos casos, vemos naquilo que o barra, aquilo que nos impulsiona ou vice-versa e um cantinho do olho se abre. É janela aberta para a consciência, para o nosso superego faminto por revelações.

Há naquilo o que não queríamos ver, o que estava ali, os rumores, as hipóteses ignoradas. Há naquele momento tudo que estávamos evitando: o medo de ficar sozinha, de voltar para o zero, de começar de novo, de assumir um posicionamento e se arrepender, de comprar briga, de perder.

Temos todos os abraços, a (falta de) desculpa, os beijos... Tudo isso vira paliativo. Funciona por uma noite? E como! O problema é que todo dia, por mais ruim que seja, acaba. E é no amanhecer que mora a revolução. 

Não adianta fugir: quem amanhece, reflete. Quem reflete, revisa. Quem revisa, percebe a falta e questiona. E o problema é questionar, não é responder. É saber perguntar, e quem se afasta de pergunta normalmente não tem boas respostas e isso me assusta.

É uma pena não poder se arrepender por alguém, não poder se transmitir confiança pelo outro que o deveria ter feito, é uma pena, de coração, não poder adivinhar.

E a velha premissa de que bom seria se todos viessem com manual de instrução e histórico de erros cai por terra, sabe por quê? Porque não é assim que funciona e a gente precisa se arriscar.

Não há leitura de mão que derrube o poder de um livre arbítrio. O destino não é engessado e eu posso modificá-lo conforme minhas ações. Eu sou senhora do meu destino, como já diria aquela novela da Globo. Há coisas no nosso trajeto de vida que podemos, graças a Deus, modificar e eu vou atrás delas, pois é onde me afirmo enquanto detentora dos meus atos.

Eu não gosto de me arrepender, eu gosto de trabalho bem feito, bem elaborado, bem finalizado.

Eu quero ser sempre bem resolvida e isso exige muito de mim, pois não há, quase nunca, alguém que compartilhe da mesma vontade, dos mesmos princípios, das mesmas pretensões que eu. Nunca há alguém disposto a nos encontrar no meio do caminho. O que há, na maioria das vezes, é alguém enraizado nos primeiros passos de um relacionamento fracassado, por ambas as partes, esperando que alguém os arranque de um passado traumático, rumo a um desfecho estonteante.

Que cansaço...


quinta-feira, 10 de maio de 2012

What goes around...


Não tem jeito, não é? O passado é o período de nossas vidas mais inconformado de todos. Volta e meia ele retorna. E retorna cínico, na maioria das vezes. Sonso, dissimulado. Fingindo que ele não aconteceu.

Lá atrás, num dia qualquer, na fragilidade dos nossos sonhos, a gente dá um passo que, mal sabe a gente, mudará o curso inteiro. No segundo em que optamos, a vida toma seu rumo, modifica o destino inteiro e a gente se reconhece numa simples decisão mal dimensionada. 

É quase um carrossel obrigatório em que o passado acha, convicto, que você não pode jamais abandonar o cavalinho e que, pior, tem que se conformar com as voltas tontas que te mostram sempre a mesma paisagem. Andar em círculos, essa parece ser a oração do passado que incomoda.

Se diante de um passado insistente há sempre um fraco presente, as coisas retornam. Invadem janela, arrombam a porta e se instalam, assim, como donos da casa. Não há mais espaço para campainha ou educação. Mas, como até burro manco empaca quando quer, é preciso negar a repetição, a inconveniência da passividade sentimental e bater o pé: agora, não.

Quem pensa que evitá-lo é a melhor saída, sinto dizer, está redondamente enganado. Remédio para o passado é o enfrentamento. Olhe nos olhos dele e  consiga dizer não. E ressalto, passado tem que ser finalizado. Qualquer questão mal resolvida retornará. Todas elas, sem exceção, encontram seu presente para se pronunciar.

E como eu, militante da causa, não quero abrir espaço para averiguações, vou parar de falar. Até porque passado que é passado vasculha terreno para emergir e aqui não há margem ou superfície que o defenda. Aqui o naufrágio é certo. 

Atenciosamente,

Sra. Iceberg


domingo, 11 de dezembro de 2011

Minha religião e a diversidade

Essa eu faço questão de compartilhar com vocês.

Ontem eu recebi um convite de luz para ir no 6º encontro das religiões na Fundação Lar Harmonia, centro espírito pelo qual dedico muito apreço.

Nunca tinha ido a nenhum e tinha lá meus receios, pois questionava a possibilidade de se reunir líderes de religiões tão diferentes e, muitas vezes, tão contraditórias, que carregam no seu histórico batalhas travadas pela ignorância onde, tantas vezes, vimos uns contra os outros.

A mesa era composta por sete religiões: Budismo, com a monja Genpô Jishô; Catolicismo, com Dom Samuel Araújo; Candomblé, com Mãe Jaciara; Espiritismo, com Adenáuer Novaes; Islamismo, com o Sheik Ahmad; Judaísmo, com Ariel Gomes; e Protestantismo, com Adauto Magalhães.

O tema era MINHA RELIGÃO E A DIVERSIDADE, onde os representantes teriam 15 minutos para falar na visão de sua religião a questão da diversidade.  Infelizmente, a monja Genpô Jishô não conseguiu chegar a tempo.

Minha noite foi surpreendente e iluminada. Me sinto abençoada por ter ganhado a noite do meu sábado em um ambiente de tanta benção e amor. Faço questão de compartilhar com vocês muitos pensamentos e palavras que foram proferidas ontem e faço questão, também, de enfatizar que não se trata de religião, muito menos de uma apologia ao Espiritismo, religião que rege a minha vida. Havia espaço para todos e falávamos de amor ao próximo, de aceitação e comunhão.

Lembro-me da finalização de Adauto Magalhães onde ele trouxe uma reflexão linda sobre a diversidade. É imprescindível que nos coloquemos em situação igual a todo e qualquer irmão, já que somos filhos de um Pai em comum e Ele não faz distinção. Dinheiro nunca foi e nem nunca será privilégio que tem como utilidade destacar homens e colocá-los acima dos outros em grau de importância para Deus. Não há dinheiro que compre a paz de espírito. Enquanto desencarnados, quando retornarmos ao pó, não há quem separe o pó do pobre do pó do rico. 

O representante do Judaísmo nos lembrou o nível de integração que habita entre as religiões. E que diante de tanto egoísmo e segregação, todas possuem pontos convergentes e que devemos nos preocupar em celebrar a semelhança e não guerrear pelas diferenças, muito menos ressaltá-las em prol do mal. Estávamos unidos, pois éramos diferentes. É a diferença que completa, que engrandece.

O Sheik, engraçadíssimo, com seu sotaque nigeriano, nos relembrou a qualidade do nosso povo. Ressaltou o poder de acolhimento que temos enquanto brasileiros e que bom se fôssemos todos brasileiros ou todos nigerianos, mas há americanos, europeus, argentinos e é por isso que devemos aprender a viver com todos os irmãos, aceitando-os do jeito que foram feitos, pois Deus não erra nunca e há um motivo muito maior do que nós por trás de tantos diferentes. Nada é a toa. Nada é coincidência.

Dom Samuel, mais reservado, leu um texto sobre seu pensamento enquanto diversidade no catolicismo. Me lembrou muito nossas semelhanças, em qualquer religião, de cultuar um Deus que é primordial, que é incontestável, que é guia, que é amor.

Adenáuer, apesar de ser suspeita para falar, comentou sobre as cinco palavras que vêm a sua mente quando houve a palavra diversidade. Para ele, os sinônimos perfeitos são: Alteridade (só somos alguém diante de um outro), Igualdade (somos iguais, pois somos diferentes), Hinduísmo (que, para Adenáuer, é a religião mais linda que existe. Prega o valor da alma universal), Amor (ame o próximo, mesmo que lhe pareça diferente) e Brasil (há lugar com maior diversidade?). E fez a brincadeira, no fim, de juntarmos as letras, formando a palavra BAHIA, berço da diversidade no nosso país.

Por último, mas não menos importante (MESMO!), tivemos o discurso de Mãe Jaciara, que emocionou boa parte do auditório, inclusive eu. Yalorixá, ela defendeu sua religião com unhas e dentes e, para mim, foi o discurso mais munido de verdade e de coração da noite. Ouvimos os preconceitos a que ela é exposta, os absurdos profanados por ignorantes de religiões diversas e experiências que já passou por ser do Candomblé. Ela é filha de uma Mãe de Santo que há pouco tempo teve seu terreiro invadido por Crentes que a agrediram na cabeça com uma Bíblia na justificativa que iriam exorcizá-la em nome de Deus. Mas que Deus é esse a que eles se referem? Foi muito doloroso saber dos desrespeitos escrachados os quais ela é vítima. Contou de uma vez que foi internada e foi obrigada a tirar suas contas e seu turbante para só assim receber o soro, pois iria se converter ali, naquela hora, em nome de Jesus, segundo a enfermeira. Blasfêmia de hereges que se escondem no manto divino de religiões belíssimas para profanar absurdos em nome de Deus. Para mim, o Deus bom, o Deus Pai, não difere nem se desfaz dos seus filhos.

Ontem, eu alcancei mais um degrau na evolução espiritual que eu tanto almejo. Foi uma noite linda, de muito amor e de muita verdade. Gostaria tanto que todos aqueles que eu amo e todos aqueles que já me causaram dor estivessem ali, sentados, ouvindo o que eu ouvi e se arrependendo de tantas coisas como eu me arrependi e revi na minha vida. 

Espero que mais gente possa ir no próximo, pois crescimento espiritual vai além de qualquer religião e molda nosso caráter para um futuro promissor.


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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA DAS CRIANÇAS!

...dos anjos, dos carinhos, dos banguelas, das gargalhadas, dos pimpolhos, das canseiras, do aconchego, dos olhos brilhantes...

Eu só não gosto MAIS do dia de hoje porque eu não sou mais criança! Aí compenso com as crianças que me cercam!

As crianças chegam ao mundo como folhas em branco no quesito maldade! Nós somos as canetas, quem risca, quem colore, quem enche de formas, de figuras, quem dá o nome, o apelido e assina embaixo.

É a gente que ensina a amar! Ensinamos, também, a não gostar! Ensinamos o que é respeito e se devemos ou não respeitar. Somos exemplo, reflexo, futuro, projeto. Seremos quem eles gostarão de ser ou estereótipos que eles nunca mais irão querer encontrar pelo caminho. Fornecemos o croqui, o rascunho, o rabisco de uma vida e eles assumem um pincel autêntico, quando encontram espaço para isso. Eles precisam crescer. Nós precisamos deixar que eles cresçam.

São eles que nos lembram o que já passou. Eles são saudade do que era nosso. Eles são saudade do que já foi. São risada esquecida, inocência há muito perdida. Crianças amam com o coração antes de amar com a conveniência. Crianças reconhecem adultos-crianças e os convoca para a roda. Crianças reconhecem adultos-adultos e os afasta da corda. Não dá para enganar criança como se engana um adulto.

Que no dia de hoje vocês dêem brinquedos, mas também brinquem de dar amor físico e emocional para seus pequenos. Que perguntem o que querem ganhar, mas perguntem, também, como foi seu dia, se querem te contar alguma coisa, se sentem medo de alguém.


Nossas crianças não são o futuro da nossa nação, simplesmente pelo fato de serem apenas CRIANÇAS. O futuro está na mão da educação que damos a elas. Do cuidado, do zelo, da conduta.

Essa responsabilidade é nossa e não delas!


REPONSABILIZE-SE!



PARA DENUNCIAR UM CRIME CONTRA NOSSAS CRIANÇAS, DISQUE 100!
SE ENCONTRAR ALGUM SITE OU BLOG QUE INCENTIVE A PEDOFILIA, DENUNCIE DIRETAMENTE NO E-MAIL DO GOVERNO: CRIME.INTERNET@DPF.GOV.BR OU NO SITE DENUNCIA.PF.GOV.BR

ENSINEM SUAS CRIANÇAS A AMAR! AMAR MUITO!

"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se pensará em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Deixo com vocês a música mais especial, na minha opinião, que a Disney já se vinculou! Beijos e se arrepiem!





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ai como eu tô bandhyada!

Oi meus milhõõõõõõõõeeees de meia dúzia de leitores que eu tanto adoro! Sumi, né? Problemas de cabeça! Mas resolvi vir aqui só para destilar meu veneno cítrico, já que não há remédio melhor para emergir da tristeza (receitinha de menina!).

KI SODAAAADIIII!!!!!

Alguém sabe quem é a DIVA que habita meu coração, meus poros, minha sudorese, minha palpitação, minhas lágrimas, minha baba, meu pum frouxo, meu tudo?


AH BOM!

Normal, não é? Eu sei que até quem não gosta, gosta dela. Não tem muito para onde correr! Pois bem... Eu sei que não é regra, buuuuttttttt boa parte quase todo mundo que é fã de Vevetinha da Bahia não é muito chegado em Chaton.. Digo, Cláudia Leitte.

Antes que exista algum fã por aí que queira me exterminar, enfatizo que tenho o direito de liberdade de expressão ao meu lado, que o blog é meu e que eu não te obriguei a ler e devo dizer, também, que a CANTORA de vocês seria uma excelente MODELO, portanto... Errou apenas na carreira, no resto ela é perfeita! Linda, loira, rica, musculosa, sarada, cheeeeeia (?) de amigos, uma dádiva, não é? Deveria estar na passarela, CALADA, se não fosse seu meio metro de altura. Sugiro que se haja algum louco por ela, não continue a ler esse post, pois eu vou descer madeira!


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ô num intindi o que ele falô!

Olá! :)

Hoje eu vim falar sobre linguagem. Na verdade, vim falar sobre um hábito pessoal e que eu sei que muitos de vocês que aparecem por aqui também devem ter.

Eu sou filha de uma pós-doc, formada em Letras, professora atuante, coordenadora de estágio, blablablá. Por tudo isso, minha mãe passou boa parte da minha adolescência corrigindo minha fala, meus trabalhos, minhas provas e meus pensamentos. Nada escapava do meu google materno! Diante de tanta cobrança, virei uma chata perseguidora de erros de português. Não sou nenhuma sumidade, mas sou daquelas que abusa dos sinônimos caso não saiba a grafia correta do que eu queira escrever. Sou muito um pouco obsessiva, até!

Tenho ginge quando vejo palavras que ao meu ver são extremamente fáceis de escrever sendo usadas de maneiras totalmente erradas. Fico doida para consertar, para corrigir, para arranjar um jeito camarada de chamar atenção para a grafia correta, de repetir a palavra certa no chat na minha resposta quando a usam na pergunta de maneira errada, tenho mil e um truques!

Descobri que não estou sozinha quando vi um movimento no face e no twitter e em várias redes sociais sobre regrinhas básicas, palavras que já caíram no gosto dos, vulgarmente chamados, assassinos da língua, chamando atenção para os famosos erros como o uso de mim e me, o mas e mais, o voçê, familha, o clássico pobrema, indiota e tantos outros!

Pois então. Risadas à parte, sempre achei muito cômodo para nós, estudantes abonados, com passe livre para a educação, apontar o dedo e engasgar com o hilário erro de quem escreve errado. Diante do propósito da linguagem, estabelecer uma comunicação, você que ouve "pobrema", entende o que a pessoa quer dizer? Entende que ela está querendo dizer problema? Entende, não é? Logo, ela atingiu seu objetivo.

Lembro que esse ano houve um debate ferrenho com o MEC sobre os livros didáticos que apresentavam essa linguagem diferente como desvio e não como erro. Diversos professores foram extremamente contra, como se estivesse havendo uma apologia ao linguajar errado. O que foi explicado foi o seguinte: Quando alguém fala estrupo, célebro ou qualquer outra palavra que fuja à gramática normativa, isso não deve, jamais, indicar um erro, muito menos motivo para discriminação. Existe uma norma culta a ser empregada e quando alguém não se enquadra nela, ela comete um desvio e nunca um erro, pois ela consegue se comunicar, apenas não está na forma que a sociedade aceita como padrão, uma vez que não teve acesso a isso.

Pois bem! Se eu digo pra você "Gatinha, pegue ali umas almofada pra mim" e aponto para um sofá com 10 almofadas, quantas você vai pegar? Uma? Várias? Garanto que será mais de uma :) Então vamos ser mais humanos, menos prepotentes, mais inclusivos, não é? Dói não!

Antes de apontar o erro do outro, vamos olhar nossa escrita, nossos atos, nossa conduta. Tantas coisas mais importantes, não é mesmo? Isso foi um baque para mim, de verdade. Sou a primeira a achar loucura e a primeira a me retratar com meu preconceito também. Não devia ser assim! Não posso olhar a escrita de alguém como ponto focal de uma pessoa. Parece que isso recebe tanta atenção, como se aquele indivíduo se resumisse a um "s" no lugar errado ou a falta de um n, enfim!

Esse vídeo foi um sucesso na internet. Quem nunca viu a moça do "naite bruique"?

Todo mundo deu boas risadas com ela. Compartilhou com todos os amigos, fez chacota. Sabe o que eu vi? Uma mulher muito inteligente, com um discurso extremamente lúcido e com argumentos plausíveis de defesa. Ela sabia o que queria, sabia a grafia e sabia, inclusive, que o vendedor estava entendendo sua versão do notebook. "Ele sabia o que eu estava falando" e sabia mesmo. Mas parece tão difícil assumir uma proximidade e, simplesmente, atendê-la ao invés de querer consertá-la. Há tempo e necessidade para isso? Qual é o ganho? O que ele quis com isso?

Bom, o mais legal foi que hoje eu recebi um e-mail sobre uma ideia de editora abril. No site deles, há uma parte chamada "Educar para crescer". Eu não sei exatamente o propósito deles, mas o link no meu e-mail me levou a uma página com um joguinho aparentemente inofensivo e eu resolvi testar.

Me pareceu um tanto irônica a explicação do aplicativo: "Teste se você escreve e fala corretamente as palavras mais complicadas da língua portuguesa". Gente, não vi nenhuma palavra complicada e, vou te dizer, foi uma surra de sapeca iaiá na minha intolerância. São 4 níveis e eu fui passando por eles com muita tranquilidade. No quarto nível, passei por palavras que eu utilizo no meu cotidiano e jurava de pé junto que saberia escrever. Errei boa parte deles e fui me sentindo beliscada pela realidade. "E agora, universitária?". Todo mundo DESVIA! Eis aqui meus resultados, o melhor de tudo é a carinha do sujeito:

Foi um resultado podrengo? Não. Mas a carinha dele no último e o "você está quase lá" é de matar, não é? E pensei que talvez as pessoas sintam exatamente isso quando nós, lá de cima do nosso pedestal, as consertamos.

Se você quiser passar por esse exercício de humildade nível 1, clica aqui e completa o teste. Aproveita para fazer todos os outros e testar como você está com a gramática, com as regrinhas. Não há mal nenhum em querer se aperfeiçoar, sempre respeitando e passando conhecimento, o que é muito diferente de desdenhar de quem não fala como você.

Agora... Se você não quer nem tentar, pois acha perda de tempo ou que você é muito maior do que isso, POBREMA SEU! Eu não poço fazer é nada se voçê é um indiota que se acha mas que todo mundo. Vose vai cotinuar cendo pequeno diante do corasao de quen quer aprender. Entendeu? Entendeu, né? :)






segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Quero falar com você.

"Se dois indivíduos estão sempre de acordo em tudo, posso assegurar que um dos dois pensa por ambos." Freud


Às vezes me assusto com a maneira que Freud me convence. Ou confirma meus pobres achismos. Sempre duvidei, ou melhor, nunca acreditei nos casais de fala pronta "a gente nunca briga!". Coitados. Pois eu sempre brigo, graças a Deus. Para mim, amar alguém e nunca discutir com ele é loucura, pior, é leviandade. Essa história de que combinam em tudo, concordam com tudo, como Freud disse, é dito e certo: Há apenas uma cabeça pensante ou engajada nessa relação. Não opinar, não discutir, sempre concordar podem ser sinais clássicos de submissão. Pode indicar alguém que não se empenha, medroso em discordar, que não se arrisca, que prefere se acomodar. Pode indicar alguém que tenha extremo medo de perder, alguém que se anule em prol do ad eternum que nunca existirá. Pode indicar alguém com preguiça de você, que não quer se envolver. É preciso movimentar a linguagem entre relações. E, com isso, não estou dando carta verde ao barraco, a gritaria, ao dedo na cara, não, não, nada disso. As pessoas banalizaram tanto o termo discutir que virou sinônimo de mágoas, de arrependimentos, virou DR, sempre ligado a algo ruim.

Discutir, como tantas outras, vem do latim, do termo discutere, a junção de dis = separação com quatere = sacudir. Ou seja, é o sacudir e separar de palavras. Quando há algo para ser discutido, você separa os argumentos para ver o quanto são sólidos e os separa de acordo com sua moral, com seu juízo de valor, cometendo, assim, uma série de erros, é claro, como qualquer um. Nossos preconceitos, sempre incovenientes, encharcam nosso discernimento e fazem com que a gente ouça tudo em um tom muito pejorativo. Fora a mania que temos de ouvir tudo em posição de ataque-defesa, nunca de compreensão.

Aos que não se arriscam, sobra o relacionamento unilateral, aquele que abarca dois pombinhos em perfeita sintonia, dividindo um único cérebro sentimental dentro de uma relação fictícia. Não gosto disso.

Aos que encaram a posição do surdo-mudo em qualquer tipo de relação, meus pêsames. Quanto tempo perdido! Quanto luto acumulado. Isso dá úlcera, sabia?

Aos que amam em contradição, que reconhecem, de longe, a cagada de um amigo, que discordam da opinião de quem ama mesmo sendo ele o mais amado. Aos que encaram o zelo com seriedade, que extravasam sinceridade mesmo quando ela pode doer, mesmo quando ela, por mais que só depois entendida, ensine a crescer. Aos que gostam com saúde, aos que amam na plenitude do merecer, aqueles que evoluem na direção do saber, aos que idolatram a língua, a fala, o jeito de dizer, meu profundo respeito.

Um dia eu me apresso e chego até você. Por enquanto, vou ponderando. Tem coisas que, realmente, chegam a doer. Você ouve, cala e continua fingindo viver.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

História de aeroporto

Quanta pressa para voltar para casa. Cansaço, preguiça, fome, saudade. Vôo atrasado. Passageiro passa mal e aeronave não pode decolar em minha direção enquanto ele não for atendido. Tinha que passar mal? Eu devo ter a sorte de ter tanto azar. O salto já descolou dos pés. Já sentei e já perdi a paciência. Quando estava pronta para desconectar daquela situação, uma senhora me pergunta:

Vai para Salvador?

Diante da minha afirmativa, ela disse que também iria. E eu encerrei o assunto com um:

Legal! :)

Não queria papo, mas ela insistiu:

Estou tão nervosa...

Percebi que ela queria uma escuta e resolvi ficar por ali. Dei o primeiro passo para uma história surreal que eu vou dividir com vocês:

Eu nunca viajei de avião, estou morrendo de medo. E foi só eu marcar a viagem que caiu um avião aqui em Recife, você viu?

Vi, sim, mas ele não caiu. Na verdade, nem chegou a decolar. Foi um problema técnico, na estrutura, não sei ao certo, mas fique calma... É mais fácil acontecer um acidente com a senhora em um ônibus do que em um avião! E, no mais, viajar de avião é tranquilo... É rapidinho, você vai ver! Em que poltrona você está?

Na 24... E você?

Na 22! Pronto, vai ficar perto. Qualquer coisa, você grita!

Tá! Obrigada!!

(alguns minutos depois...)

Não é só medo de avião. Estou nervosa porque estou indo me encontrar com alguém que procuro a mais de 40 anos. Estou indo para Salvador fazer um teste de DNA para saber se somos parentes.

Se são irmãs?

Não, se ela é minha filha.

(me espantei na hora e ela emendou)

Olha a cara dela! (e caiu na gargalhada)

Nossa, que pressão! Até eu fiquei nervosa, quero ver esse encontro! Como foi isso?

Quando eu tinha 12 anos, eu fui violentada e engravidei. Naquela época, gente de interior, minha mãe disse que eu tinha que casar com ele. Ele tinha 60. Me casei e 9 meses após minha filha nascer, ele tentou fazer aquilo de novo, mas eu já estava mais espertinha. Fugi nua para o mato e passei a noite inteira em pé, com cobra passando por mim, bicho me mordendo, imóvel. Quando amanheceu, vi que ele saiu para me procurar. Entrei em casa, vesti uma roupa, roubei minha filha e fui para a casa de minha mãe. Contei a ela, deixei meu bebê lá e pedi dinheiro para fugir para Recife. Quando cheguei aqui, minha mãe disse que ele havia passado lá, pego minha filha e ido embora. Soube que ele dava ela para as pessoas e depois pegava de volta, dava e pegava de volta. Por isso nos perdemos.

E como você achou ela??

Não achei. Minha família, uns parentes meus, estava no interior e a viu, conheceu ela e, após ela contar a sua história, acharam muita coincidência. Contaram para ela sobre mim e trocamos contato. Desde então, ela me liga todos os dias, me chama de mãe, me trata com tanto carinho. Estou indo para lá ver se é minha filha mesmo. Se for, vou gostar. Se não for, tudo bem também. 44 anos... Ela tem 44 anos hoje.

A senhora só tem ela?

Não. Lá em Recife eu encontrei um homem maravilhoso e somos casados. Tive seis meninos com ele. Depois adotei três meninas para ver se preenchia o vazio da minha filha. Nunca funcionou.

Que loucura!! Estou besta com a sua história!



Ela riu, o comissário nos chamou, ficamos em fila, entramos no avião, sentamos e ela foi tranquila para Salvador. Quando chegamos, eu não tinha mala para pegar, pois a minha era pequena e embarcou comigo. Fui saindo pelo portão para procurar meu pai e vi uma senhora com as mãos recolhidas no peito e uma menina ao seu lado, alisando seu braço e dizendo "calma, mãe." Voltei para onde as malas estavam sendo entregues e disse a ela:

Não precisa de DNA, ela é sua filha! É a sua cara!

E ela largou um sorrisão!

O encontro foi lindo! Emocionante! Se abraçaram, choraram. Ela nos apresentou, eu, minha tia e minha mãe, a "suposta" filha e neta! Emoção dupla! Nos despedimos e elas seguiram abraçadas pelo aeroporto. Em direção a uma nova etapa, tenho certeza!


Resta dúvida?


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