Mostrando postagens com marcador homens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homens. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Meet me halfway


Nunca haverá, nem na maior das civilizações, relacionamento mais difícil do que o que é construído entre duas pessoas. Lidar com grupos, com comunidades, tudo vira fichinha perto de uma relação a dois.

No quesito playstation, somos heróis. Passamos por fases feito jogo de criança. E a cada fechamento de um ciclo, um vilão para nos enfrentar. 

Enquanto há encantamento, há cegueira qualitativa. Somos alheios aos defeitos. É impressionante como nada, absolutamente nada nos incomoda. E construímos sozinhos, aliados às nossas inseguranças e esperança de ser ele O cara, um pseudo-modelo temporário de futuro. 

A gente abraça aquilo, assume e inicia o caminhar. Como tudo parece se encaixar, a gente segue de mãos dadas olhando para a frente e esquece, claro, de olhar os passos de quem está ao nosso lado. Até o primeiro tropeção. 

A pessoa que nos segue trupica e a gente recua para olhar qual foi o obstáculo. No pior dos casos, vemos naquilo que o barra, aquilo que nos impulsiona ou vice-versa e um cantinho do olho se abre. É janela aberta para a consciência, para o nosso superego faminto por revelações.

Há naquilo o que não queríamos ver, o que estava ali, os rumores, as hipóteses ignoradas. Há naquele momento tudo que estávamos evitando: o medo de ficar sozinha, de voltar para o zero, de começar de novo, de assumir um posicionamento e se arrepender, de comprar briga, de perder.

Temos todos os abraços, a (falta de) desculpa, os beijos... Tudo isso vira paliativo. Funciona por uma noite? E como! O problema é que todo dia, por mais ruim que seja, acaba. E é no amanhecer que mora a revolução. 

Não adianta fugir: quem amanhece, reflete. Quem reflete, revisa. Quem revisa, percebe a falta e questiona. E o problema é questionar, não é responder. É saber perguntar, e quem se afasta de pergunta normalmente não tem boas respostas e isso me assusta.

É uma pena não poder se arrepender por alguém, não poder se transmitir confiança pelo outro que o deveria ter feito, é uma pena, de coração, não poder adivinhar.

E a velha premissa de que bom seria se todos viessem com manual de instrução e histórico de erros cai por terra, sabe por quê? Porque não é assim que funciona e a gente precisa se arriscar.

Não há leitura de mão que derrube o poder de um livre arbítrio. O destino não é engessado e eu posso modificá-lo conforme minhas ações. Eu sou senhora do meu destino, como já diria aquela novela da Globo. Há coisas no nosso trajeto de vida que podemos, graças a Deus, modificar e eu vou atrás delas, pois é onde me afirmo enquanto detentora dos meus atos.

Eu não gosto de me arrepender, eu gosto de trabalho bem feito, bem elaborado, bem finalizado.

Eu quero ser sempre bem resolvida e isso exige muito de mim, pois não há, quase nunca, alguém que compartilhe da mesma vontade, dos mesmos princípios, das mesmas pretensões que eu. Nunca há alguém disposto a nos encontrar no meio do caminho. O que há, na maioria das vezes, é alguém enraizado nos primeiros passos de um relacionamento fracassado, por ambas as partes, esperando que alguém os arranque de um passado traumático, rumo a um desfecho estonteante.

Que cansaço...


quinta-feira, 17 de maio de 2012

To BI or not to BI

Como sair ilesa de uma fofoca sobre celebridades e ligada a sexo? NO WAY, BABY. Pra mim isso é quase impossível, uma experiência de Pavlov, é ver ovomaltine e não salivar. Sentiu, né?

Essa foi sugestão de minha mamis, sempre antenada, quase mais do que eu, no submundo das subcelebridades com suas pseudo tentativas de se realocarem na mídia. Eu adoro todas elas! Adoro panicats, ex-BBB's, atores esquecidos, atriz pornô que vira pastora, pastora que vira atriz pornô, octomama, lutador que fala fino, princesinha que fala grosso, eles são adoráveis! De verdade! Adoraria juntar todos eles numa tarde de domingo e fazer mesa branca. Eles devem ter ótimos obsessores, como os meus, e seria uma festança! Não, não estou sendo irônica! Até porque eu sou louca para entrar no Big Brother e só não viro panicat por falta de academia.

Pois bem, vamos ao que interessa. Estava assistindo pela emissora geek Youtube - é ou não é? - a entrevista de Nicole Bahls no programa bacanérrimo AGORA É TARDE e fiquei extasiada. Tive o prazer de "conhecer", as aspas representam a rapidez com que estive com ela, a ex-panicat no carnaval e achei ela o máximo, mas não houve espaço para conversa. Linda, cheirosa, simpática e educada, Nicole só parece ser ingênua para relacionamentos, pois para falar sem frescura ela deu um show! 

Foi um festival de xereca e pirú que me fizeram ganhar a noite! Porra, essa mulher existe? Gata e sem mimimi? Ponto pra ela! Não houve um só momento de educação, de politicagem. Nicole me pareceu muito sincera sobre tudo que falou e não ficou procurando palavra bonita para declamar absolutamente nada. 

Mas o ponto alto da noite foi sua revelação panicatilística fofocal de bastidor: A piriguetagem que rola solta por trás das cortinas do extinto programa da RedeTv e a putcharia aranhal que lhe foi sugerida. 

Segundo a morena, uma das colegas de palco que não foi revelada - TODAS CHORA - perguntou, certa feita, em alto e bom tom: VOCÊ GOSTA DE XERECA? Posto que ela respondeu: EU NÃO e ouviu a galinha pulando: ISSO É PORQUE NUNCA CHUPOU UMA. 

Essa frase chocou minha frágil opinião sobre minha sexualidade. De início, não, eu não sou lésbica. Aliás, eu acho que eu não sou, pois eu, como Nicole, nunca "chupei" uma ou cogitei uma caçola pendurada no box do meu banheiro.  E digo mais, me irrita só de pensar em ter uma "namorada" e ter que brigar por ela ter acabado com meu shampoo para cabelos lisos, meu reparador de pontas, sumir com minha chapinha e esgotar meu perfume JLO. 

Eu ACHO que não sou lésbica e acho massa me definir assim. Eu optei por não experimentar, por não saber qualé de merma, apesar de achar as mulheres um exemplar de humano muito mais agradável do que os homens. São mais bonitas, mais interessantes, mais completas e muito mais engraçadas. O corpo é bonito, o cabelo, a pele, o jeito de andar, é tudo mágico no nosso mundo. É ou não é? É sim.

O que eu não entendo é o tom de ofensa que alguns respondem a essa pergunta. "Você é maluca, rapaz?" "Eu gosto é de homem!". Qual o problema de gostar de mulher? Qual o problema de não gostar? Qual o problema de optar por não testar se vai gostar? Qual o problema de arriscar? De curtir uma vez, de não curtir nunca?

Bom, como eu só me relacionei com homens e até agora eu gostei, eu sou hétero. Mas como deve haver lésbicas que nunca - é agora que serei deserdada - chuparam um pirú, como mencionou a panicat secreta, será que posso devolver a pergunta na mesma sinceridade? 

Sabe onde eu quero chegar? Não é numa orgia coletiva isadorável. Eu quero dizer e assumir que somos seres altamente sexuais e que você, mocinha convicta de sua heterossexualidade ou cueca macho bagarai que abomina um gay que se aproxime a menos de 10m do seu super pirú de ouro, não controla as excitações do seu corpo, pois tesão é um mecanismo biológico incontrolável e, por diversas vezes, discreto.

Você se excita diversas vezes ao dia e não percebe. Não importa sua orientação sexual. Você sente tesão por homem, mulher, corpos, beijos, animais, o tempo inteiro. Quando você assiste o animal planet e há dois pandas acasalando, você fica excitado. Sabe por quê? Pois é sexo e sexo, no inconsciente, não tem frescura. Quando o seu paquera liga para perguntar se hoje tem jogo do Bahia, você se excita. Se sua mãe perguntar se você já viu o e-mail que circula com as fotos do pinto bi-color de Thony Sales, ainda que seja ridículo, você se excita, pois sua mente capta tudo muito rápido e o sexo é cogitado novamente.

Portanto, eu acho, sinceramente, que no primitivo de nossas vontades, afastado de nosso superego, da moral da sociedade, das vontades permitidas, há dentro de nós um malucão sexo-maníaco em constante tesão por coisas inimagináveis e que é, em sua essência, bissexual. Superssexual, eu diria. 

Eu sei que um homem nunca admitirá que aquele cara sarado provocou tesão. Muito menos uma mulher vai dizer que se molhou toda por uma panicat. Mas, sei lá, viu... Tenho lá minhas dúvidas. 

Termino esse post gostando de homens e preferindo eles. Mas, veja bem, tem  uma garrafinha de água aqui na minha frente que... Sei não, me arrepiou.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

O mistério do cinema

Resolvi falar sobre algo muito categórico na minha vida, causador de muita polêmica nos últimos dias e idiossincrasia a qual, depois de recuperar minha auto-estima, me orgulho em representar. 

EU SOU UMA MULHER DE CINEMA!


Antes que apareçam os críticos, não estou querendo dizer com isso que sou maravilhosa, estonteante, badalante e absoluta, não. A questão aqui é extremamente diferente e eu vou dividir com vocês.

Depois que a gente termina uma relação, seja lá de quanto tempo tenha sido, a gente passa uns dias de luto no aguardo do grande dia que teremos forças para  recomeçar. O problema é que assim que esse dia chega, entramos na fase do abate. Todas as piscadinhas são motivo de alarde, o sinal liga no mais singelo dos toques e é só perguntar se estamos bem que a gente já está apaixonada. 

Aí a gente entra na fase da desilusão x desespero. A gente fica caidinha pelo cueca que olhou por mais de 3 segundos diretamente nos nossos olhos de ressaca e já acha que é o amor de nossas vidas. Se nos próximos 10 minutos ele não nos oferece um pedido de casamento, vem o desespero. Somos feias, podres, azaradas, ninguém mais vai nos querer, estamos velhas, ultrapassadas, não queremos mais ninguém, é isso aí, piriguetei.

Vou te contar, ô fase miserável. Eu passei por ela e sobrevivi. Com arranhões, mas sobrevivi. O problema é que nessa época de recuperação tardia ficamos em constante discussão com nosso ego. Na mesma hora que queremos, não queremos mais. No fim da noite, queremos novamente. E por aí vai! 

Foi nesses entraves emocionais que me percebi uma mulher de cinema. Não é que não houvesse oferta de procura, mas às vezes parece que os homens têm receio de falar comigo. Novamente, não sou um monumento, mas pareço exalar algum tipo de pedido de distanciamento. Enquanto outras amigas são cortejadas freneticamente e diretamente na minha frente por cuecas sedentos, no meu quintal nada floresce. Aliás, até floresce, mas com muita cautela.

Eu acho massa que me vejam como a delicada, a pra casar, a fofinha, a inteligente, pseudo nerd intocável e engraçada. Mas ser o protótipo - e reforço a etiqueta que eu não assumo, posto que não sou tão porcelana assim - da noivinha é uma MERDA sometimes.

Enquanto outras são a cachaça dos marmanjos, eu sou o cinema. Literalmente, o cinema. Ouvi diversas vezes em um curto espaço de tempo que eu sou aquela para levar para assistir um filme, andar de mãos dadas, enquanto aquela ali... Ah... Aquela ali não, aquela ali é pra tomar uma em sua intenção, agora, ali, bora logo, fui.

Não que eu queira luxúria, muito menos que seja do meu desejo sustentar uma imagem que deveras não é minha, a de periguete assumida. Não anseio ser assim, mas que caralho de inferno de achismo babaca que pressente comportamentos angelicais numa mulher já formada, usada pela vida, vivida e idiossincrásica, impelindo-a a implorar por uma padilha cigana em sua existência cósmica. Não quero ser fruto de um sonho unicorniano, pois santas não alcançam nada.

Depois de muita luta interna e várias consultas ao meu Oráculo pessoal, já aceito melhor meu lugar na lista de tipos de mulher, mas não quero me arrepender, portanto não me julgue. Sim, eu sou uma mulherzinha, não ataco homens e nem lanço olhares fulminantes, mas eu sou muito agradável e no meu reino de bondade e magia sempre há espaço para a adição de alguém que precise de compreensão, posto que esse mundo, cruel e injusto, sempre incitará nos homens um poder de cegueira sentimental ao qual eles partilham sem escolha e eu conheço bem isso, afinal, estou estudando para tratar, digo, lidar com isso. Eu sei que alguns prestam, alguns muitos, inclusive. Tenho conhecido ótimos exemplares! O arsenal está interessante e o cinema está lotando... de amigos, claro.

Não é porque meu sorriso não é sensual e o meu olhar é desajeitado que eu sou uma tapada. Pode chegar, meu caro. Eu não mordo, não. 

Portanto, juntai-vos as mal interpretadas, as iguais, as que compartilham do ideal distante de mulher mimimi, as mulheres de cinema! Nós não somos tão mornas assim... Afinal, muita coisa acontece no escurinho do cinema. 

É OU NÃO É, CASEMIRO??? 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dá pra acreditar?

Um dia desses aí eu ouvi de um moçoilo que, no conforto de sua posição de macho dominante, as fêmeas precisam ir até seu trono caso tenham fortes interesses sentimentais no mesmo, visto que o rei da selva seria, hum... Digamos, tímido, palavras do mesmo. A minha cara foi na poeira.

Segundo o cara, não adianta esperar pela sua ação. A calcinha pode molhar, o olho piscar, o beiço formar um biquinho, que ele não vai. Dizendo ele que precisa estar muito, muito, mas muito afim, quase louco, para ir até a cinderela, caso contrário ficará na vontade, a menos que a gata borralheira, nesse caso, vá até o seu território e se declare clara e diretamente, pois ele corre o risco de NÃO ENTENDER o recado. OI? Morri. E é macaco velho, viu?

Aí eu, capciosamente, precisei parar em segundos valiosos de subjetividade silenciosa e analisar a figura por precaução. Se descrevê-lo é revelá-lo, deixarei os detalhes para as amigas que, a essa altura do campeonato, já sabem muito bem de quem eu estou falando.

Como o ambiente propiciava a observação, eu juro que não liguei uma coisa a outra. O perfil do rapaz não parece condizer em nada com a revelação e, digo mais, não foi o primeiro a adotar essa postura e receio que não será o último.

Aí penso eu, com todas as leoas beta carotenas intercontinentais e semelhantes dessa via láctea femininamente masculina ao meu lado neste momento: mas que diabos de putaria está surgindo nesse mundo cuecal moderno?

Quer dizer que os caras agora, munidos de sua insegurança peculiar, preferem adotar uma postura medíocre de distância daquela mulher que os encanta, ou assusta, como quiserem, para não correrem o risco de receberem um belo de um não?

Mal sabe esses bundões - não há outro nome - que o velho ditado continua em voga. Quem não arrisca, continua a não petiscar, muito menos a conseguir alguma coisa com uma mulher massa. Às vezes, ou em sua maioria, arriscar um chega-mais é tiro certo para, pelo menos, uma gracinha e um diferencial. Não é, claro, garantia de companhia, mas é de, pelo menos, um adicionada no  Face que, convenhamos, em tempos virais de internet, já é meio caminho andado.

Aí eu olho para o homem detentor dessa postura em seu habitat natural e penso "veja só que nigrinha" e fico em dúvida. Não sei nem se vale mais a pena, mas a "lataria" ajuda a persistir. 

Só sei que se assegurar na aparência pode até, momentaneamente, segurar alguma mulher, mas é dito e certo que seu caminho ficará nublado se alguém, até menos bonito que você, mas muito mais interessante e CORAJOSO, aparecer no vale das flores. 

DE NADA ADIANTA atravessar olhares na balada, lá de longe, se de perto você mumifica. Mulher gosta, sim, de toque. E esse é um ótimo termômetro, além de um ótimo indicador, de que você, tímido-frescurite, está afim, mas não consegue demonstrar. Mas não toque uma vez, inferno. Faça um carinho de tempos em tempos, ela vai entender. E quando você perceber que ela entendeu, na moral, se mexa. 

Depois da conquista, nada de idiotice. Mensagem melosa na mesma noite NEM PENSAR, é morte na certa. Os índices de interesse das mulheres costumam baixar bastante na primeira semana se o novo paquera a trata feito rainha. Não há feminismo que me faça avançar nessa teoria. Nossos hormônios são machistas e não gostamos de tratamento de princesa no início do flerte. Mas ache a medida, se esfriar demais perde do mesmo jeito.

E vocês tímidos, esse traço de personalidade está passadíssimo. Mulheres não gostam de tímidos, só dos falsos-tímidos. Aqueles que trocam um olhar firme no meio da batida, sorri de canto, troca um carinho rápido, não perde o posto pra ninguém na atenção e sustenta uma amizade inicial com vestígios de frete safado. 

AS MINA PIRA.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA DAS CRIANÇAS!

...dos anjos, dos carinhos, dos banguelas, das gargalhadas, dos pimpolhos, das canseiras, do aconchego, dos olhos brilhantes...

Eu só não gosto MAIS do dia de hoje porque eu não sou mais criança! Aí compenso com as crianças que me cercam!

As crianças chegam ao mundo como folhas em branco no quesito maldade! Nós somos as canetas, quem risca, quem colore, quem enche de formas, de figuras, quem dá o nome, o apelido e assina embaixo.

É a gente que ensina a amar! Ensinamos, também, a não gostar! Ensinamos o que é respeito e se devemos ou não respeitar. Somos exemplo, reflexo, futuro, projeto. Seremos quem eles gostarão de ser ou estereótipos que eles nunca mais irão querer encontrar pelo caminho. Fornecemos o croqui, o rascunho, o rabisco de uma vida e eles assumem um pincel autêntico, quando encontram espaço para isso. Eles precisam crescer. Nós precisamos deixar que eles cresçam.

São eles que nos lembram o que já passou. Eles são saudade do que era nosso. Eles são saudade do que já foi. São risada esquecida, inocência há muito perdida. Crianças amam com o coração antes de amar com a conveniência. Crianças reconhecem adultos-crianças e os convoca para a roda. Crianças reconhecem adultos-adultos e os afasta da corda. Não dá para enganar criança como se engana um adulto.

Que no dia de hoje vocês dêem brinquedos, mas também brinquem de dar amor físico e emocional para seus pequenos. Que perguntem o que querem ganhar, mas perguntem, também, como foi seu dia, se querem te contar alguma coisa, se sentem medo de alguém.


Nossas crianças não são o futuro da nossa nação, simplesmente pelo fato de serem apenas CRIANÇAS. O futuro está na mão da educação que damos a elas. Do cuidado, do zelo, da conduta.

Essa responsabilidade é nossa e não delas!


REPONSABILIZE-SE!



PARA DENUNCIAR UM CRIME CONTRA NOSSAS CRIANÇAS, DISQUE 100!
SE ENCONTRAR ALGUM SITE OU BLOG QUE INCENTIVE A PEDOFILIA, DENUNCIE DIRETAMENTE NO E-MAIL DO GOVERNO: CRIME.INTERNET@DPF.GOV.BR OU NO SITE DENUNCIA.PF.GOV.BR

ENSINEM SUAS CRIANÇAS A AMAR! AMAR MUITO!

"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se pensará em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Deixo com vocês a música mais especial, na minha opinião, que a Disney já se vinculou! Beijos e se arrepiem!





terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ô num intindi o que ele falô!

Olá! :)

Hoje eu vim falar sobre linguagem. Na verdade, vim falar sobre um hábito pessoal e que eu sei que muitos de vocês que aparecem por aqui também devem ter.

Eu sou filha de uma pós-doc, formada em Letras, professora atuante, coordenadora de estágio, blablablá. Por tudo isso, minha mãe passou boa parte da minha adolescência corrigindo minha fala, meus trabalhos, minhas provas e meus pensamentos. Nada escapava do meu google materno! Diante de tanta cobrança, virei uma chata perseguidora de erros de português. Não sou nenhuma sumidade, mas sou daquelas que abusa dos sinônimos caso não saiba a grafia correta do que eu queira escrever. Sou muito um pouco obsessiva, até!

Tenho ginge quando vejo palavras que ao meu ver são extremamente fáceis de escrever sendo usadas de maneiras totalmente erradas. Fico doida para consertar, para corrigir, para arranjar um jeito camarada de chamar atenção para a grafia correta, de repetir a palavra certa no chat na minha resposta quando a usam na pergunta de maneira errada, tenho mil e um truques!

Descobri que não estou sozinha quando vi um movimento no face e no twitter e em várias redes sociais sobre regrinhas básicas, palavras que já caíram no gosto dos, vulgarmente chamados, assassinos da língua, chamando atenção para os famosos erros como o uso de mim e me, o mas e mais, o voçê, familha, o clássico pobrema, indiota e tantos outros!

Pois então. Risadas à parte, sempre achei muito cômodo para nós, estudantes abonados, com passe livre para a educação, apontar o dedo e engasgar com o hilário erro de quem escreve errado. Diante do propósito da linguagem, estabelecer uma comunicação, você que ouve "pobrema", entende o que a pessoa quer dizer? Entende que ela está querendo dizer problema? Entende, não é? Logo, ela atingiu seu objetivo.

Lembro que esse ano houve um debate ferrenho com o MEC sobre os livros didáticos que apresentavam essa linguagem diferente como desvio e não como erro. Diversos professores foram extremamente contra, como se estivesse havendo uma apologia ao linguajar errado. O que foi explicado foi o seguinte: Quando alguém fala estrupo, célebro ou qualquer outra palavra que fuja à gramática normativa, isso não deve, jamais, indicar um erro, muito menos motivo para discriminação. Existe uma norma culta a ser empregada e quando alguém não se enquadra nela, ela comete um desvio e nunca um erro, pois ela consegue se comunicar, apenas não está na forma que a sociedade aceita como padrão, uma vez que não teve acesso a isso.

Pois bem! Se eu digo pra você "Gatinha, pegue ali umas almofada pra mim" e aponto para um sofá com 10 almofadas, quantas você vai pegar? Uma? Várias? Garanto que será mais de uma :) Então vamos ser mais humanos, menos prepotentes, mais inclusivos, não é? Dói não!

Antes de apontar o erro do outro, vamos olhar nossa escrita, nossos atos, nossa conduta. Tantas coisas mais importantes, não é mesmo? Isso foi um baque para mim, de verdade. Sou a primeira a achar loucura e a primeira a me retratar com meu preconceito também. Não devia ser assim! Não posso olhar a escrita de alguém como ponto focal de uma pessoa. Parece que isso recebe tanta atenção, como se aquele indivíduo se resumisse a um "s" no lugar errado ou a falta de um n, enfim!

Esse vídeo foi um sucesso na internet. Quem nunca viu a moça do "naite bruique"?

Todo mundo deu boas risadas com ela. Compartilhou com todos os amigos, fez chacota. Sabe o que eu vi? Uma mulher muito inteligente, com um discurso extremamente lúcido e com argumentos plausíveis de defesa. Ela sabia o que queria, sabia a grafia e sabia, inclusive, que o vendedor estava entendendo sua versão do notebook. "Ele sabia o que eu estava falando" e sabia mesmo. Mas parece tão difícil assumir uma proximidade e, simplesmente, atendê-la ao invés de querer consertá-la. Há tempo e necessidade para isso? Qual é o ganho? O que ele quis com isso?

Bom, o mais legal foi que hoje eu recebi um e-mail sobre uma ideia de editora abril. No site deles, há uma parte chamada "Educar para crescer". Eu não sei exatamente o propósito deles, mas o link no meu e-mail me levou a uma página com um joguinho aparentemente inofensivo e eu resolvi testar.

Me pareceu um tanto irônica a explicação do aplicativo: "Teste se você escreve e fala corretamente as palavras mais complicadas da língua portuguesa". Gente, não vi nenhuma palavra complicada e, vou te dizer, foi uma surra de sapeca iaiá na minha intolerância. São 4 níveis e eu fui passando por eles com muita tranquilidade. No quarto nível, passei por palavras que eu utilizo no meu cotidiano e jurava de pé junto que saberia escrever. Errei boa parte deles e fui me sentindo beliscada pela realidade. "E agora, universitária?". Todo mundo DESVIA! Eis aqui meus resultados, o melhor de tudo é a carinha do sujeito:

Foi um resultado podrengo? Não. Mas a carinha dele no último e o "você está quase lá" é de matar, não é? E pensei que talvez as pessoas sintam exatamente isso quando nós, lá de cima do nosso pedestal, as consertamos.

Se você quiser passar por esse exercício de humildade nível 1, clica aqui e completa o teste. Aproveita para fazer todos os outros e testar como você está com a gramática, com as regrinhas. Não há mal nenhum em querer se aperfeiçoar, sempre respeitando e passando conhecimento, o que é muito diferente de desdenhar de quem não fala como você.

Agora... Se você não quer nem tentar, pois acha perda de tempo ou que você é muito maior do que isso, POBREMA SEU! Eu não poço fazer é nada se voçê é um indiota que se acha mas que todo mundo. Vose vai cotinuar cendo pequeno diante do corasao de quen quer aprender. Entendeu? Entendeu, né? :)






segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Quero falar com você.

"Se dois indivíduos estão sempre de acordo em tudo, posso assegurar que um dos dois pensa por ambos." Freud


Às vezes me assusto com a maneira que Freud me convence. Ou confirma meus pobres achismos. Sempre duvidei, ou melhor, nunca acreditei nos casais de fala pronta "a gente nunca briga!". Coitados. Pois eu sempre brigo, graças a Deus. Para mim, amar alguém e nunca discutir com ele é loucura, pior, é leviandade. Essa história de que combinam em tudo, concordam com tudo, como Freud disse, é dito e certo: Há apenas uma cabeça pensante ou engajada nessa relação. Não opinar, não discutir, sempre concordar podem ser sinais clássicos de submissão. Pode indicar alguém que não se empenha, medroso em discordar, que não se arrisca, que prefere se acomodar. Pode indicar alguém que tenha extremo medo de perder, alguém que se anule em prol do ad eternum que nunca existirá. Pode indicar alguém com preguiça de você, que não quer se envolver. É preciso movimentar a linguagem entre relações. E, com isso, não estou dando carta verde ao barraco, a gritaria, ao dedo na cara, não, não, nada disso. As pessoas banalizaram tanto o termo discutir que virou sinônimo de mágoas, de arrependimentos, virou DR, sempre ligado a algo ruim.

Discutir, como tantas outras, vem do latim, do termo discutere, a junção de dis = separação com quatere = sacudir. Ou seja, é o sacudir e separar de palavras. Quando há algo para ser discutido, você separa os argumentos para ver o quanto são sólidos e os separa de acordo com sua moral, com seu juízo de valor, cometendo, assim, uma série de erros, é claro, como qualquer um. Nossos preconceitos, sempre incovenientes, encharcam nosso discernimento e fazem com que a gente ouça tudo em um tom muito pejorativo. Fora a mania que temos de ouvir tudo em posição de ataque-defesa, nunca de compreensão.

Aos que não se arriscam, sobra o relacionamento unilateral, aquele que abarca dois pombinhos em perfeita sintonia, dividindo um único cérebro sentimental dentro de uma relação fictícia. Não gosto disso.

Aos que encaram a posição do surdo-mudo em qualquer tipo de relação, meus pêsames. Quanto tempo perdido! Quanto luto acumulado. Isso dá úlcera, sabia?

Aos que amam em contradição, que reconhecem, de longe, a cagada de um amigo, que discordam da opinião de quem ama mesmo sendo ele o mais amado. Aos que encaram o zelo com seriedade, que extravasam sinceridade mesmo quando ela pode doer, mesmo quando ela, por mais que só depois entendida, ensine a crescer. Aos que gostam com saúde, aos que amam na plenitude do merecer, aqueles que evoluem na direção do saber, aos que idolatram a língua, a fala, o jeito de dizer, meu profundo respeito.

Um dia eu me apresso e chego até você. Por enquanto, vou ponderando. Tem coisas que, realmente, chegam a doer. Você ouve, cala e continua fingindo viver.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

#longoconto

Ela sempre esteve lá. Ele nunca viu. Antes de sair, olhou seus olhos no espelho, penetrou em seu próprio olhar, se convenceu e partiu. Antes de quase perto, parou um pouco, fechou os ouvidos e falou consigo. Antes que pudesse controlar, já pedia para seu coração se acalmar, para seus pêlos abaixarem, para seu corpo se iluminar. Ele estava lá. Ainda não a via. Ela sempre em sua via. De tão linda, foi notada. Seu corpo selecionado, seu sorriso largo, seu abraço fácil. Quem dera aquela música durasse mais que os seus pés pudessem suportar. O beijo encaixado, os olhos fechados. Em quê poderia errar? A Cinderella era ele. Seu feitiço, quebrado por um cigarro, afogado em um copo de bebida, durou tão pouco que chegou a doer. Onde está o erro, onde foi parar o desejo? Fora tudo feito nos eixos. O cabelo, o comprimento no joelho, a vontade de querer. O querer de começar, o querer de convencer. O menino não entendeu. Fez que era seu, se mandou, correu, não deixou nem ela falar. Sambou no seu amor, fez piada do batom, difamou sua investida, fez pouca coisa da bainha. Nela nada mais cabia. Apertava no peito, apertava o beijo, a lembrança, a confiança. Acabou tudo e ela não entendia. Se foi algo que fez, custava dizer? Ela poderia melhorar, mas ele não disse. Ele não disse quase nada. O limite se enterrou no seguinte: "Serei sincero com você, não posso me perder. Acho que vou te machucar, não sou eu, é você." Sem quase escutar, agradeceu a sinceridade. Entendeu que era medo e deixou na saudade. Deixe ele ir embora menina, o medo não dá em você. Sinceridade é ponto de vista bobo, ele mentiu pra você. O que dá medo, menina, na verdade, é te perder. Foi evitada o tempo todo, achou que fosse morrer, para depois de muito tempo, ajoelhar de tanto agradecer. Homem de verdade, menina, só te dá o bem querer. Homem de verdade, menina, tem medo é de não ter você. *Sugestão de Jacqueline Lopes "Homens que, por medo de assumir um relacionamento, simplesmente passam a te evitar"

sábado, 16 de julho de 2011

Um obstáculo chamado amor

Hoje eu estava lendo uma matéria sobre o fenômeno da solidão nos dias atuais. Li uma série de justificativas e outras tantas soluções. Percebi que existe uma forte tendência em colocar a culpa nas mulheres, como se nós estivéssemos fazendo algo errado.

Afinal, o que mais se ouve por aí é que as meninas estão mudadas. Estão mais vazias, mais atiradas. Bebendo mais, sentindo menos. Não querem namorar, não querem compromisso. Praticam sexo.

As meninas mudaram. Concordo. Mas me parece que os corpos vazios, as posturas atiradas e o olhar descompromissado escondem mulheres que acreditam, de verdade, que essa conduta as protegerá das dores do amor. Que combatem, todo dia, um elogio, por não acreditar na veracidade das palavras, por achar que o que vem do mundo não poderá, nunca mais, atingí-las, pois, da última vez, a deixou em frangalhos.

A grama da vizinha está sempre mais verde, mais florida. A vida sentimental dos outros é sempre bem sucedida. Há várias declarações, flores, demonstrações públicas de afeto. E do nosso lado da cerca, parece que as árvores não dão frutos, que as rosas não atraem abelhas, que o fel é muito mais amargo. E por quê?

Não há motivo. Você vê os outros com os olhos que escolhe. Quantos buquês não escondem uma falha? Quantos jantares a luz de velas precedem uma traição? Quantos sorrisos não são falsos? Quantas mentiras não estão na roupagem da verdade? Eu conheço várias dramaturgias da vida real que nada protegem, a não ser um casal fadado ao fracasso, sem coragem de desmamar da relação, boicotando dois destinos por acomodarem-se em um cotidiano que satisfaz e nada mais.

As soluções, geralmente, começam a aparecer quando mudamos o modo de ver as coisas.

Não pense que depois de tantas pessoas que passaram pela sua vida, você ainda está sozinha. Pense se, de todas as pessoas, houve alguma que valia a pena? Há um motivo por estar sozinha e nem sempre é por você não ser opção para ninguém. Às vezes, as opções que surgiram para VOCÊ não te acrescentariam nada. Tenha paciência. De repente, você escolheu caminhos que a levaram para as pessoas erradas. No início, desespera. Mas, ao passar, agradeça. Você vai preferir estar com você, a estar com um bando de caras que não dão a mínima para o que tem nas mãos, como os que eu conheço por aí e por aqui, bem pertinho.

No fim, ao gostar de si, gostarão de você. Conheci alguém muito especial quando não saí para conhecer ninguém. É clichê, mas parece ser sempre assim os melhores encontros.

Eu sei o que é isso. Sei o que é ser traída, sei o que é trair. Sei o que é se arrepender, o que é esperar o arrependimento e ele não chegar. Sei o que é simplesmente esperar. Sei o que é decepcção e sei o que é decepcionar. Eu sei o que é chorar até a garganta doer. Eu sei o que é achar que nunca mais haverá alguém que o substitua. Eu sei o que é achar que tudo acabou, perder as forças para lutar, desacreditar no amor.

Eu sou a moeda inteira. Eu tenho os dois lados e é por saber que sempre haverá chances iguais de dar cara ou coroa que eu não desisto.

Agora eu também sei o que é isso. Eu sei o que é se sentir tola por ter alguém especial e achar que nunca mais teria. Eu sei, de novo, o que é amar e sei o que é ser amado. Eu sei o que é deitar no peito, eu sei o que é sentar no colo. Eu sei o que é silêncio de amor. Sei que o dia é curto demais. Sei que o tempo passa rápido. Sei o que é um beijo dar certo. Sei que é possível pensar em alguém 16 horas por dia e nas outras oito, que eu estiver dormindo, sonhar com esse alguém. Sei que para quem ama, quase perder, é doer demais, então a gente valoriza, sustenta, acalenta, cuida, cuida tanto, não é?

É possível, sim, buscar atalhos que tragam o seu amor em 3 dias. Mas nenhum atalho os fará permanecer. O caminho é árduo, dói mesmo, mas recompensa. Passará por perdas, reajustes. Não vai entender, não vai concordar. Vai conversar, insistir, pensar em desistir, persistir. Quem disse que ter um amor e conservá-lo é tão fácil quanto nos filmes de Cameron Diaz?

Aproveita que o amor é como um feitiço interminável. Não há fundo nessa garrafa, é um líquido infinito, pode se embebedar. E a cada caso, um novo raso para suas pisadas temerosas. Quem ama há de entender. Quem ama te guiará para um oceano profundo de tentativas e erros que fará tudo valer a pena no final.

"onde estará o meu amor? será que vela como eu? será que chama como eu? será que pergunta por mim? onde estará o meu amor? se a voz da noite responder onde estou eu, onde está você, estamos cá dentro de nós, sós." Chico César

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cueca's Day!

Para provar que estou viva, retornei em um dia mais que especial: Cueca's Day!

Sim, gostosas, hoje é o dia dos homens! Esses seres maravilhosos que tiram carne do dente sempre que passamos, que tal um fio-dental de presente? Esses seres inigualáveis que querem ser nosso picolé em dias quentes! Esses seres foférrimos que nos comparam a carros quando percebem nosso faróis acesos! Esses homens inquestionáveis que fazem nosso dia valer a pena com um simples "ô lá em casa"...

Vai dizer que você não se sentiu melhor quando eles, em um ato de gentileza extrema, te deram passagem só pra ver seu body no passo da mona em câmera lenta enquanto eles torcem o pescoço registrando cada elástico da sua calcinha?

Vai dizer que vocês não A-DO-RAM quando eles te mostram a linguinha em plena luz do dia? Ou quando mostram sua estranha habilidade de fazer o barulho do ovo fritando no seu ouvido quando você passa?

Quantas de vocês não se divertiram depois de pedidos de casamento em baladas? Rosas de papel no bar? Bilhete entregue pelo garçom com erros de português totalmente desculpáveis, só pela tentativa?

Duvido que seu maridão te valorize tanto quanto aquele homem da obra da esquina ou o padeiro que conta os minutos pra ter você comprando sua baguete!

No dia nacional dos homens, agradeça a Deus por ter feito um ser tão engraçado! Afinal, eles nos divertem, não é? Não importa o motivo! Hoje vale fazer um agrado, ter mais paciência, fritar uma coxinha, colocar a Skol pra gelar e liberar o SPORTV no lugar de Insensato Coração! A recompensa é garantida, colega ;)

TODAS CORRE e dá um cheiro no papito, no titio, no primão, no irmão, no colega, no paquera, no marido, no taxista, manda beijo para o cara do telemarketing, piscadinha para o motor do buzu, uma levantada de ombro para o porteiro e faz um bolo para o namorado!

A minha parte eu já fiz, agora vai lá e agradece ao seu cueca se ele valer a pena, é claro por ele aguentar sua TPM, suas "rápidas" idas ao shopping, sua interpretação incessante do que acontece na novela, sua obsessão por "Casos de Família", seus sonhos eróticos com atores globais, seus esmaltes chamativos, sua headband que deixa sua testa amassada. Ah, agradece também por obrigá-lo a ler aquele blog que você inventou e ele obedecer fazer sem reclamar, por te salvar em estacionamentos muito apertados, por entender seus momentos super emotivos em público, por deixar você chamá-lo de puchotchuco na frente dos amigos machos e, mais importante, por ele ATURAR seus atrasos!

Afinal, eles dão trabalho, mas merecem todos os créditos por nos fazerem sentir assim, com borboletas no estômago. Pelos motivos certos, óbvio.

Homens, a gente ama vocês, não importa o papel que ocupem em nossas vidas, mas, por favor, nada de deixar pentelho no sabonete, ta?

Um cheiro especial para meu pai que é minha loucura, meus primos fanfarrões, meus tios barrigudos e meu futuro namorado inexistente, meu denguinho-mocauco-godo-piririmpompom! Durma com essa! Hahahaha

Beijos testosterônicos!

domingo, 3 de julho de 2011

Pêlos: Tê-los ou não tê-los?

Já conversamos nesse post sobre pêlos, mas foi uma passagem tão curta quanto o comprimento ideal dos fios pubianos.

Eu sei que vocês, homens, adoram dizer que gostam/pensam/falam de sexo muito mais que as mulheres. Devo (des)animá-los e dizer que, pelo menos as que me rodeiam, falam MUITO de sexo. Falam de sexo quando saem para jantar com as amigas, no meio de um filme, pelo telefone, por SMS e até por olhares. E se fazemos o ato com vocês, é provável que seu desempenho esteja na mesa de um bar nesse exato momento, ao lado de um caranguejo.

Eu sei que, de um jeito ou de outro, acabo expondo as minhas amadas amigas no meu blog, já que todas as minhas reflexões baseiam-se em experiências reais. Como sou ética, não digo nomes. Mas meu lado maléfico não me impede de contar várias vivências e observações!

Percebi que as mulheres que estão ao meu redor não falam tanto em depilação. Não é que não se depilem, mas não falam sobre o jeito, sobre quando vão, essas coisas. Sempre ouço "Hoje eu estou uma macaca", aí não pode usar blusa sem manga, short, saia, vestido acima do joelho, muito menos um biquine!

Cuecas, já pensaram o quanto suas meninas sofrem? Vocês são peludos, não são? Agora realizem que todos os pêlos que nascem em vocês, nascem em nós, com a "pequena" diferença de que temos que eliminá-los para conseguir procriar, afinal... Ninguém troca uma pele lisinha por pêlos encaracolando na sua visão!

E não pensem que há controvérsias, pois conheço/já vi mulheres com pêlos no rosto, em excesso no nariz, em excesso nos braços e pernas, no peito e, pior, em sinais/verrugas bruxais pelo corpo que, não sei como, desenvolvem fios franksteinianos que podem alcançar marcas históricas de comprimento!

Tudo isso me fez pensar que, apesar dos diversos modelos de depilação, como vocês podem ver ao lado, as meninas não andam variando muito e eu acho que por um motivo bem óbvio: Ridicularização.

Me corrijam se eu estiver errada, mas, normalmente, veremos perambulando por aí prexecas tipo 1, 2, 3, umas loucas com o 4 e umas desleixadas com o 5. Eu NUNCA, digo NUNCA vi um bigode de hitler no meu ciclo de amizades, que é o número 2 invertido e o número 7 do quadro. Imagino, inclusive, que deve ficar deveras estranho. O 6, que é uma bolinha(?), pra mim faz tão pouco sentido que nem quero comentar. E o 8, por favor... Nem eu, que amo corações em roupas, acessórios, tolero uma depilação como essa ou com qualquer outro desenho constrangedor.

O que me deixa mais intrigada pensando nisso tudo é que, mais uma vez me corrijam se eu estiver errada, os homens preferem a versão quanto menos, melhor. Parece que encontrar um mulherão faz com que eles percorram a neverland de suas mentes depilatórias e imaginem como deve ser o design. Quanto mais mulherão, maior a imaginação. Se for um avião, peitões, bundão, cinturinha, bocão, cabelo baphônico, perfume amadeirado e com a periquita zerada, você receberá um pedido de casamento imediato!

A combinação mulherão e genitais infantilizados é bombástica! Sim, infantilizados, pois vocês sabem que apenas crianças não possuem pêlos pubianos. E, sim, suas cabeças doentias sentem prazer com isso, ponto para Freud! Mas não se sinta tão pedófilo com isso, é apenas uma questão de posicionamento. Parece que a periquita lisinha não indica que alguém sinta prazer com o infantil, mas com a ilusão de estar tendo relações com alguém tão novo a ponto de ser... VIRGEM!

Será que há algo inconsciente nisso? Uma sensação de empoderamento que nasce da ilusão criada por vontade própria de estar sendo o primeiro homem daquela mulher? Só pela ausência de pêlos? Há sentido nisso? Pra mim SIM!

Nas mulheres isso não é tão recorrente. Conheço as que gostam de homens lisinhos apenas no órgão genital, no corpo inteiro e as que gostam de ursos vorazes! Mas nunca conheci um homem sequer que tenha me dito "Isa, eu adoro uma peluda". Tô mentindo?

Eu li um texto de Adriana Sommer da Costa, sexóloga, falando sobre isso! E ela acrescenta dizendo que, além de toda essa fantasia, ainda existe o fato de que a depilação não só é uma questão de higiene para muitos, mas um estímulo visual poderoso para os parceiros. Segundo ela, um "local" mais limpinho, lisinho e "iluminado" (adorei essa descrição) é altamente excitante, pois dá vontade de... Tcham, tcham, tcham, tcham.... TOCAR! Ponto para todo mundo, deu empate, vitória geral, TODOS ADORA!

Bom, só sei que esse lance de depilação é super íntimo e a gente acaba se reservando e quase que fazendo o ato sem nem pensar. Mas, se você, mulher ou homem, tiver um(a) parceiro(a), que tal perguntar como ele gosta do visual? Você pode se surpreender! Faça um agrado, nem que seja em datas especiais. Ele vai se sentir o cara e você, a fofa pseudo-virgem dos sonhos dele!

Beijos!


domingo, 19 de junho de 2011

pode ser?

fala sério comigo, não me trata a migué. vem de frente, me encara, sacode meu corpo e me dá um veredito. não dá pra ficar sempre no riso, no disse-me-disse, passando recados por aí. liga pra mim, enfrenta minha voz, suas lembranças, enfrenta o algoz! ultrapassa esse obstáculo, me assume de fato e não tem pena de mim. eu só quero um olhar, quero a obrigação da desavença, quero a sentença, a melhor que você puder dar. e aí depois você se vira, decide se fica ou se vai retornar...

isadora mazzoni

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sol da meia-noite

"O olhar de uma mulher faz pouco até de Deus, mas não engana outra mulher." Chico Buarque.

Chico, Chico... Obrigada por descrever tão bem a raça.
Você, mulher, que já teve a felicidade de encontrar alguém, sabe o que representa o olhar de outra mulher.

Sabe que mulher, quando quer, é pior do que mulher.
Sabe, também, que homem, até sem querer, não sabe o que quer aquela mulher. E ela se aproxima.

Sempre ouvi que o macho alfa comanda a conquista. Que sente o feromônio, escolhe a fêmea a dedo, revista seu corpo, aprova sua estrutura corporal, decide que ali cabe uma cria e copula. Ledo engano.

Nós, mulheres, posicionamos nosso corpo de modo que te ofereça desejos. Nós, mulieribus, soltamos hormônios pelo olhar. Te fisgamos feito zoom, já diria o mestre, também. E não nos importamos que pensem que só estávamos ali na vitrine.

Nós, blush e rímel, somos brisa de amor.

A gente gosta de ser vista. E a gente sabe quando é vista. E a gente muda quando é vista. E vira vista permanente de quem quiser.

E como isso serve para toda raça, há outras mulheres por aí que querem ser o sol da meia-noite. Há, do seu lado, um perfume amadeirado querendo sua mão nas costas, sua segurança enlaçando sua cintura, sua companhia para o cinema.

Portanto, homens, confiem em suas mulheres. Se nós inflamos nosso pavão para outra fêmea, não nos desautorize. Em briga de território, é sempre bom se afastar.

E vocês, mulheres. Cuidem dos seus. Cuido do meu. Cuidaremos dos nossos.




terça-feira, 14 de junho de 2011

Hora "M"

Recebi a dura missão de falar sobre atitudes masculinas na hora H, que bem que poderia ser hora M, já que as mulheres estão em alta no quesito iniciativa. Por falar em dura... Cuecas, meus queridos, não vale chamar a gatinha para um lelê se o que houver dentro do paninho não estiver fazendo “buiaco na paiede”. Sim, somos românticas, carinhosas e, quase sempre, compreensivas. Mas ninguém, eu disse NINGUÉM, tolera um pinto meia bomba. Me perdoem os puritanos, mas não dá para falar com educação em uma situação tão irritante.

É o mesmo que vocês, homens, encontrarem uma mulher com frescurinha de não-me-toque. A frustração é a mesma! E, please, não peçam para nós darmos uma “ajudinha” colocando aquela bexiga murcha em nossa responsabilidade para ressurreição. Não sei de onde vocês tiraram que talvez seja uma boa idéia, que nos sentiremos o máximo em levantar o defunto. Não, não gostamos disso, anotou? A gente gosta de comprar pronto, sabe como é, né?
Tirando questões biológicas, a grande maioria das mulheres da atualidade não curte pêlos. E quando a gente dá aquela indireta para vocês rasparem a área de recreação, favor fazer o serviço bem feito. Nascem pêlos nas balls, sabiam? Sabiam, né? Vocês gostam de carinho ali, não gostam? POIS ENTÃO! A gente gosta de vocês limpinhos, cheirosos, sem fio dental natural enganchando no nosso dente escovadinho.

Pulando essa parte de assepsia e desempenho,  vamos às atitudes! Não tem para onde correr! Concordo com vocês e receio dizer que isso nunca vai mudar: As mulheres querem tudo ao mesmo tempo e não querem nada! A gente não quer que vocês cheguem sempre arrancando as roupas, jogando a gente que nem boneco de Olinda na cama, tocando o terror! Mas se essa cena nunca rolar (seria perfeito se fosse esporadicamente), a gente também vai odiar! Portanto, vista sua roupa de sapo e dê seus pulos para sacar o momento e a ocasião certa para ser um danadinho com a gente! Vale uma mão boba no cinema, um sussurro libidinoso na fila do banco, uma mensagem apimentada no meio da aula mais chata do mundo. Gostamos de sustinhos eróticos, de verdade, pelo menos as mulheres de verdade. 1 minuto de silêncio.

Bom, a velha regra da lingerie nunca será deletada por nós, mulheres, e continuará sendo esquecida por vocês, cabeças de vento lindinhos da mamãe. Se vocês sabem que a gente sabe que hoje a noite, para dar certo, vai ter que dar “merda” (no bom sentido, claro), pode apostar que escolhemos a nossa underwear a dedo! Portanto, você será um otário, e a gente repara nisso, caso puxe as roupas com a calcinha, soutien, todos embolados em uma só leva. É o mesmo que matar a gente! Quando fizerem isso, pode notar que, depois do chequerê, a menina vai vestir alguma das peças, ou apenas uma, para “desfilar” para você enquanto vai ao banheiro, se olha no espelho bem na sua frente ou senta na posição de cacique para conversar na cama, exibindo, “sem querer”, o que ela queria que você tivesse visto. Isso também vale para quando vocês nos pegam desprevenidas, mas ao contrário! Se você tiver a sorte de nos convencer a fazer uma rapidinha inesquecível, aí sim, embole tudo e jogue de lado! A gente não quer que você repare que quando não estamos preparadas, a linda calcinha de renda preta com detalhes de strass perde lugar para a molinha de algodão bege, sem costura!

Ah! O “você é linda” é o clichê mais pedido e, acredite, a gente adora! Quando a gente fizer um charminho, disser que você pirou na batatinha, é o sinal clássico de que adoramos ouvir aquilo. Então, capriche nos elogios. Nós já somos inseguras de natureza e, no primeiro encontro, só rola a trilha Take my breath away... no radinho do nosso coração.

Viram como é difícil agradar uma mulher? Porra nenhuma! Não há tantos segredos, o que há, na verdade, é dedicação! Nós somos trabalhosas, eu sei, mas diga aí se não vale à pena? Claro que há exceções! Não são todas que merecem esse tutorial, mas quando você achar A mulher, faça isso. Pense mais, seja cauteloso, preste atenção em tudo. Não chegue na primeira vez chamando a mulher de cachorrona, potranca, muito menos fique só no beijinho ejaculação-precoce que faz a gente achar você uma perda de tempo. 

Gostamos de sexo tanto quanto vocês, por mais que algumas não admitam. Mas o nosso sexo é com jeitinho. Estude sua parceira, deixe de preguiça! Se você souber domar sua lagarta, um belo dia sairá do casulo uma borboleta muito da safadjénha e aí é só sentar e aproveitar sua cria. Tá ok que essa comparação foi mequetrefe, mas eu sei que vocês entenderam!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...